De início, percebe-se que a herança cultural patriarcal fomenta a permanência da invisibilidade do trabalho de cuidado na sociedade. Isso ocorre porque, desde os períodos coloniais, a mulher foi condicionada a exercer funções domésticas e afetivas, enquanto o homem assumia o papel de provedor. Nessa ótica, ao destacar a ideologia do filósofo Platão, especificamente sobre o uso da razão para combater as injustiças sociais, nota-se como essa conduta ainda não é plenamente adotada pelos brasileiros, sobretudo quando o assunto envolve igualdade de gênero. Isso porque, lamentavelmente, o indivíduo tende a reproduzir estereótipos e não questiona a naturalização de que o cuidado é uma obrigação feminina, perpetuando desigualdades no ambiente familiar e profissional.
Além disso, vale ressaltar a ausência de políticas públicas de valorização e divisão do cuidado como um fator que dificulta a superação desse obstáculo. Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a sociedade incorpora estruturas desiguais ao longo dos anos e as reproduz com naturalidade. Isso pode ser verificado com a persistência da sobrecarga feminina, já que o Estado não oferece suporte adequado — como creches, horários flexíveis e programas de apoio a mães solo —, o que impede que o trabalho de cuidado seja reconhecido como essencial para o funcionamento da sociedade. Desse modo, o problema se mantém e reforça a desigualdade entre homens e mulheres, tanto no lar quanto no mercado de trabalho.
Urge, portanto, a adoção de medidas para combater o problema. O Ministério das Mulheres, em parceria com o Ministério da Educação, deve promover campanhas de conscientização e programas educacionais voltados à igualdade de gênero, por meio da divulgação midiática e inclusão do tema nos currículos escolares, com o objetivo de desconstruir a visão patriarcal e promover o reconhecimento social e econômico do cuidado feminino. Feito isso, ao presenciar um Estado ativo e igualitário, a ideologia de Locke poderá, certamente, ser cumprida e notada no país.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Pontes históricas são utilizadas, porém com falhas de concordância e uso inadequado de termos (ex.: “invisibilizado”, possíveis vícios de registro ao citar Locke/Platão). Reforçar norma padrão: revisar vírgulas, evitar construções deslocadas (“em virtude de o trabalho”) e esclarecer o foco no tema. Sugestão: introdução direta ao tema, eliminar citações supérfluas e manter foco: pl. “Desafios para a valorização do cuidado da mulher no Brasil”. Desenlace com intervenção mais detalhada (agente, ação, meio, finalidade) em um parágrafo dedicado.
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