Em primeira análise, é relevante abordar como a negligência estatal impacta na restrição da condição de cidadão dos refugiados na sociedade brasileira, visto que não efetua políticas públicas de financiamento a serviços de saúde e moradia, direcionando-os às áreas marginalizadas das cidades e diminuindo oportunidades de emprego e educação. Em 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou parte do sistema de refúgio e propôs impor limites ao número de imigrantes para evitar a concentração dessas pessoas no país. Tal cenário evidencia como o governo pode ser um agente catalisador da exclusão social, promovendo uma cultura de repressão a cidadãos não-nativos.
Por consequência, há a perpetuação do preconceito étnico e racial que afasta estrangeiros, principalmente aqueles vindos da África, dos espaços públicos. Dessa forma, é vital reconhecer os desafios enfrentados por estes ao serem segregados, como, por exemplo, a exploração do mercado de trabalho, com condições injustas, e o afastamento da cultura local provocada pela exclusão social que ratifica a ausência de cidadania. Sob esse contexto, Clifford Geertz, antropólogo estadunidense, defende que a cultura é uma "teia de significados" tecida pelos próprios sujeitos. Entretanto, os refugiados, por serem estigmatizados e marginalizados, têm sua participação nesse processo cultural restrita, o que os impede de se reconhecerem como parte do corpo social brasileiro.
Portanto, para garantir que momentos como os vividos na Segunda Guerra Mundial não sejam mais reflexos do Brasil, é crucial que o Governo Federal, instância máxima executiva, aliado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, crie programas de integração profissional e validação de diplomas estrangeiros, por meio de direcionamento de verbas, a fim de garantir o exercício da cidadania para imigrantes. Além disso, cabe ao Ministério da Educação e Cultura, órgão responsável por assegurar a educação e a cultura para os cidadãos, promover campanhas de conscientização étnica. Isso deve ocorrer por meio de debates sobre a xenofobia estrutural, com participação de profissionais, como sociólogos e educadores, visando desconstruir um pensamento retrógrado e permitir a inclusão social de refugiados.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: Comp.1 (gramática/ortografia): vírgulas inconsistentes, uso de termos desnecessários (“instância máxima executiva”), anacolutos e pontuação ambígua; menção factual pouco relacionada ao tema. Sugestão: revisar para evitar repetições desnecessárias e manter concordância: “O governo brasileiro deve instituir políticas públicas de integração.” Comp.2/3 (desenvolvimento): inclusão de referência histórica sem relação direta com o Brasil contemporâneo; use dados atuais e conecte ao tema proposto. Comp.4 (coesão): melhorar transições entre parágrafos com conectivos tipo “além disso”, “porém”, “consequentemente”. Comp.5: intervenção tem todos os elementos, mas detalhar ao menos um path de implementação (quem, como, onde, para quê) e metas mensuráveis. Revisão prática: reescrever a parte conclusiva como: “O governo federal, em conjunto com o MJSP e o MEC, deve (a) oferecer validação de diplomas estrangeiros; (b) financiar programas de integração profissional; (c) promover campanhas de educação antidiscriminatória; (d) monitorar resultados para assegurar cidadania efetiva.”
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