Diante deste cenário, não há como negar que a letargia estatal é um dos principais desafios para acabar com o preconceito relacionado aos transtornos mentais. Este problema ocorre no país em razão da prática de uma política de eufemismo, termo criado por Lilia Schwartz para se referir à estratégia governamental de se atenuar a problemas que pertencem à sociedade, como as pessoas mentalmente enfermas. Sendo assim, ao não se preocupar com essa minoria, o Estado, além de demonstrar incapacidade de atuar em causas sociais, fomenta a construção de uma cidadania ilegítima, pois deixa de assistir aos que mais precisam. Logo, o que se observa é, na verdade, uma falha política, demonstrando-se incapaz de lidar com o poder.
Além disso, não há dúvida de que outra barreira do combate ao pré-julgamento às enfermidades específicas é a desinformação populacional. Essa questão, segundo Pedro Demo, é decorrente de um fenômeno inerente à comunicação humana, a incapacidade de captar dados à sua volta. Esse problema é fruto do despreparo escolar, a que a maioria da sociedade está exposta, visto que, em muitas instituições, não há uma instrução adequada de como lidar com as doenças do próprio corpo, principalmente no que tange às enfermidades mentais. Assim, enquanto houver uma lacuna educacional no que se refere ao corpo humano, a ignorância continuará um entrave na vida dos brasileiros.
Portanto, torna-se coerente propor medidas para o enfrentamento do estigma associado às doenças mentais na sociedade do país. Nesse sentido, o Ministério da Justiça, cuja função é garantir o cumprimento da lei e promover a cidadania, deve criar políticas públicas de combate à letargia estatal. Essa ação será executada por meio de verbas governamentais e parcerias com instituições privadas, a título de exemplificação, o Instituto Cactus, que visa ajudar pessoas acometidas com o sofrimento psíquico a fim de minimizar a negligência administrativa e assegurar maior eficiência nas ações sociais. Ademais, o Ministério da Educação deve implementar nas escolas palestras educativas sobre o corpo humano e vídeos explicativos sobre transtornos nas redes sociais para ativar o senso crítico da população e reduzir a falta de informação.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros de norma-padrão (ex.: “Clay, o qual” sugerindo que “que” seria mais adequado; uso de termos como “supramencionada” e afins; construção de algumas orações repetitivas). Sugestões: revisar para: “Clay, que sofre de depressão e ansiedade,”; “a supramencionada narrativa” (ou “a narrativa supramencionada”). Coesão: usar conectivos variados e evitar rupturas no encadeamento lógico. Proposta de intervenção: detalhar agentes, ações, meios e finalidades com exemplos concretos (ex.: reduzir estereótipos com campanhas em escolas, clínicas, redes sociais; prazos e avaliação).
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