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Por arielysou
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Na obra O Povo Brasileiro, o antropólogo Darcy Ribeiro analisa a formação histórica do país e demonstra como a trajetória social e política do Brasil produziu desafios estruturais que comprometem o avanço nacional. Ainda hoje, esse legado persiste e se expressa em múltiplos âmbitos, sendo a alfabetização deficitária um entrave expressivo ao desenvolvimento pleno da nação, uma vez que o analfabetismo limita a inclusão social e compromete a formação de capital humano qualificado, perpetuando desigualdades. Por certo, tal problemática persiste pelo descaso governamental e pela recorrente negligência social.
Diante desse panorama, é relevante destacar a insuficiência da ação estatal. Sob esse viés, conforme o filósofo Nicolau Maquiavel, os governantes orientam suas decisões pela lógica da manutenção do poder e relegam o bem comum a segundo plano. Nessa lógica de autopreservação, instala-se um quadro de negligência política: recursos destinados a políticas de incentivo à alfabetização e à formação de professores permanecem escassos porque tais ações não geram retorno eleitoral significativo. Em seguida, a agenda pública costuma ser moldada por interesses econômicos de grupos financeiramente privilegiados, que pressionam o Estado a priorizar demandas mais lucrativas, relegando investimentos educacionais — como a ampliação de programas de alfabetização e o fornecimento de materiais pedagógicos para escolas públicas — a um plano secundário. Por conseguinte, mantém-se elevado o número de crianças que chegam ao ensino fundamental sem pleno domínio da leitura e da escrita.
Ademais, a omissão social diante da deficitária alfabetização infantil contribui de forma decisiva para sua persistência. Nesse sentido, a filósofa Hannah Arendt, em seu conceito de “banalidade do mal”, explica que problemas sociais se consolidam quando a população, por indiferença ou conformismo, aceita situações injustas como naturais. Sob essa ótica, nota-se que grande parte da sociedade tende a encarar a presença de crianças não alfabetizadas na idade adequada como algo comum e pouco relevante, o que reduz debates públicos sobre o tema e enfraquece a pressão por políticas efetivas. Tal postura é alimentada por fatores como a desinformação, o individualismo e a crença de que a responsabilidade pela mudança cabe apenas ao Estado, o que gera um ciclo de passividade coletiva e legitima a permanência da injustiça. Assim, instala-se a “banalização” do analfabetismo infantil no Brasil, na qual a gravidade desse problema se dilui e se torna rotina socialmente aceita.
Portanto, cabe ao Estado — detentor de recursos para a transformação social — promover campanhas de conscientização popular, como “Ler para Transformar”, por meio de oficinas educativas e ações midiáticas que deem visibilidade à temática da alfabetização precária. Além disso, a mídia deve ampliar a divulgação sobre os impactos sociais e econômicos gerados pela problemática alfabetização infantil, para manter a população informada e engajada na luta por um futuro melhor. Assim, será possível romper o ciclo de desigualdades apontado por Darcy Ribeiro e impedir que a falta de alfabetização continue a reproduzir as exclusões estruturais que marcaram a história do país.
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    Principais pontos: erros pontuais de coerência mínima (p. ex., uso excessivo de citações históricas sem necessidade de cada uma estar conectada ao foco atual) e sentenças longas que dificultam a clareza. Correção prática: substitua trechos genéricos por conectaçao direta ao tema, ex.: “A partir de Darcy Ribeiro… a alfabetização configura-se como entrave estrutural ao desenvolvimento” e conecte cada ideia com conectivos simples: “além disso”, “por outro lado”, “em síntese”. Proposta de intervenção: detalhar o agente (Estado, município, sociedade civil), ação específica (ampliação de alfabetização, formação de professores, capacitação de gestores), meio (programas, materiais, parcerias) e finalidade (reduzir analfabetismo até X% até 2030). Exemplo de reescrita: “O Estado deve ampliar programas de alfabetização, com formação continuada de professores e distribuição de materiais didáticos, por meio de parcerias com municípios e ONGs, com finalidade de universalizar a leitura até 2030.”

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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