- 06 Nov 2025, 09:35
#161233
No filme “O Dia Depois de Amanhã”, apresenta-se um enredo em que eventos climáticos extremos surgem como consequência direta do aquecimento global. No entanto, mesmo diante de evidências claras, as autoridades insistem em negar a gravidade da situação, o que agrava ainda mais o desastre. Ao transpor o campo artístico, nota-se que a crítica do filme continua válida, uma vez que o combate ao negacionismo climático ainda é prejudicado pela inércia do poder público e pela ausência de conscientização da população. Logo, a reflexão acerca do problema é essencial para a preservação da vida planetária.
Inicialmente, é válido pontuar que o discurso estatal contribui de modo direto para a manutenção do negacionismo climático. Isso ocorre porque, como já retratado pela antropóloga Lilia Schwarcz, o governo adota uma “política da incerteza”, que questiona dados científicos e manipula estatísticas com o intuito de sustentar que a gravidade ecológica é duvidosa ou até inexistente. Sob essa ótica, é perceptível que o ceticismo climático é fruto de uma negligência política que impede o avanço de medidas ambientais.
Ademais, convém mencionar a falta de observação midiática sobre o tema como outro fator que agrava o negacionismo climático. Tal questão é reforçada pela filósofa espanhola Adela Cortina, segundo quem a mídia dá atenção, de modo geral, apenas ao que é financeiramente vantajoso. Com isso, as emissoras acabam banalizando ou ignorando as informações que alertam sobre os riscos ambientais, moldando uma esfera informacional que evidencia a negligência governamental e induz o público à alienação.
Portanto, é evidente a necessidade de se combater o negacionismo climático. Para isso, cabe ao Ministério da Educação lançar, em parceria com as Secretarias Municipais de Meio Ambiente, campanhas de conscientização sobre as situações climáticas, além de incentivar a população sobre a preservação da natureza, por meio de palestras em escolas e comerciais televisivos, a fim de ampliar o acesso à informação e acabar com essa onda de desinformação. Assim, a crítica do filme presente na realidade brasileira será irradicada.
Inicialmente, é válido pontuar que o discurso estatal contribui de modo direto para a manutenção do negacionismo climático. Isso ocorre porque, como já retratado pela antropóloga Lilia Schwarcz, o governo adota uma “política da incerteza”, que questiona dados científicos e manipula estatísticas com o intuito de sustentar que a gravidade ecológica é duvidosa ou até inexistente. Sob essa ótica, é perceptível que o ceticismo climático é fruto de uma negligência política que impede o avanço de medidas ambientais.
Ademais, convém mencionar a falta de observação midiática sobre o tema como outro fator que agrava o negacionismo climático. Tal questão é reforçada pela filósofa espanhola Adela Cortina, segundo quem a mídia dá atenção, de modo geral, apenas ao que é financeiramente vantajoso. Com isso, as emissoras acabam banalizando ou ignorando as informações que alertam sobre os riscos ambientais, moldando uma esfera informacional que evidencia a negligência governamental e induz o público à alienação.
Portanto, é evidente a necessidade de se combater o negacionismo climático. Para isso, cabe ao Ministério da Educação lançar, em parceria com as Secretarias Municipais de Meio Ambiente, campanhas de conscientização sobre as situações climáticas, além de incentivar a população sobre a preservação da natureza, por meio de palestras em escolas e comerciais televisivos, a fim de ampliar o acesso à informação e acabar com essa onda de desinformação. Assim, a crítica do filme presente na realidade brasileira será irradicada.