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Por icaroba
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Conforme o Artigo 6 da Constituição Federal, o direito à educação, saúde, lazer, segurança e à infância é uma garantia a todos os cidadãos brasileiros. No entanto, no país, esse preceito constitucional não é plenamente efetivado, em razão de inúmeros entraves, entre os quais sobressaem os desafios para assegurar a saúde mental dos jovens, que representam um obstáculo relevante à consolidação da cidadania. Por certo, a negligência estatal e a apatia social são as principais causas da persistência desse cenário.

Primordialmente, a negligência estatal em relação ao bem-estar mental dos adolescentes no Brasil pode ser compreendida à luz das críticas do economista Murray Rothbard, que apontava o Estado como um agente frequentemente ineficiente e centralizador na gestão de recursos. De acordo com Rothbard, a excessiva intervenção governamental tende a gerar desperdício e burocracia, consequências perceptíveis na carência de políticas públicas estruturadas para o acolhimento juvenil, marcado por políticas instáveis e investimentos insuficientes em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) especializados para a infância e adolescência. Essa omissão dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de transtornos mentais, perpetuando quadros de sofrimento e isolamento entre os jovens. A falta de planejamento estatal e de incentivos adequados à iniciativa privada constitui um obstáculo relevante para a consolidação da garantia do bem-estar mental da criança e do adolescente.

Ademais, a apatia social diante da desconsideração da saúde psicológica do jovem contribui significativamente para sua perpetuação. Nesse âmbito, a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria da “Banalidade do Mal”, sustenta que a sociedade se cala perante determinados problemas sociais, o que naturaliza situações problemáticas. Sob esse viés, é notória a incidência do pensamento de Arendt na situação da questão para a garantia da saúde mental do adolescente como algo banal e de baixa relevância, sem que haja mobilização coletiva para modificar esse cenário. A escassez de debates sobre o tema em espaços públicos e privados, principalmente em ambiente educacional e familiar, demonstra essa indiferença, limitando a conscientização da população e impedindo que se formem movimentos sociais fortes o suficiente para exigir ações de inclusão do poder público.

Portanto, cabe ao Estado — detentor de recursos para a transformação social — promover campanhas de conscientização popular, como "Mente Jovem, Futuro Saudável", por meio de oficinas educativas e comerciais televisivos, a fim de mitigar os desafios para a promoção da saúde mental dos jovens na sociedade contemporânea. Além disso, a mídia deve ampliar a divulgação sobre essa temática para pressionar o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação a superar a inércia diante do problema.
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    Principais erros: 1) Hl tema: uso de referências controversas (Rothbard, Arendt) sem fundamentação adequada para o tema da saúde mental jovem; trechos problemáticos: “críticas do economista Murray Rothbard” e “filósofa Hannah Arendt” sem contextualização sólida. Melhoria: manter foco em saúde mental jovem, citar autores apenas se tiver relação direta com políticas públicas. 2) Coesão: frases longas, conectivos ausentes em alguns trechos; sugestão: usar marcações de operação causal: “por isso”, “além disso”, “consequentemente”. 3) Proposta de intervenção: apesar de conter agentes, ações, meios e finalidade, detalhar melhor o impacto esperado e prazos. Sugestão: “agente: Ministério da Saúde; ação: implementar CAPS exclusivas para jovens; meio: parcerias com redes de ensino; finalidade: reduzir incidência de transtornos”.

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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