Primordialmente, a negligência estatal em relação ao bem-estar mental dos adolescentes no Brasil pode ser compreendida à luz das críticas do economista Murray Rothbard, que apontava o Estado como um agente frequentemente ineficiente e centralizador na gestão de recursos. De acordo com Rothbard, a excessiva intervenção governamental tende a gerar desperdício e burocracia, consequências perceptíveis na carência de políticas públicas estruturadas para o acolhimento juvenil, marcado por políticas instáveis e investimentos insuficientes em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) especializados para a infância e adolescência. Essa omissão dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de transtornos mentais, perpetuando quadros de sofrimento e isolamento entre os jovens. A falta de planejamento estatal e de incentivos adequados à iniciativa privada constitui um obstáculo relevante para a consolidação da garantia do bem-estar mental da criança e do adolescente.
Ademais, a apatia social diante da desconsideração da saúde psicológica do jovem contribui significativamente para sua perpetuação. Nesse âmbito, a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria da “Banalidade do Mal”, sustenta que a sociedade se cala perante determinados problemas sociais, o que naturaliza situações problemáticas. Sob esse viés, é notória a incidência do pensamento de Arendt na situação da questão para a garantia da saúde mental do adolescente como algo banal e de baixa relevância, sem que haja mobilização coletiva para modificar esse cenário. A escassez de debates sobre o tema em espaços públicos e privados, principalmente em ambiente educacional e familiar, demonstra essa indiferença, limitando a conscientização da população e impedindo que se formem movimentos sociais fortes o suficiente para exigir ações de inclusão do poder público.
Portanto, cabe ao Estado — detentor de recursos para a transformação social — promover campanhas de conscientização popular, como "Mente Jovem, Futuro Saudável", por meio de oficinas educativas e comerciais televisivos, a fim de mitigar os desafios para a promoção da saúde mental dos jovens na sociedade contemporânea. Além disso, a mídia deve ampliar a divulgação sobre essa temática para pressionar o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação a superar a inércia diante do problema.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: 1) Hl tema: uso de referências controversas (Rothbard, Arendt) sem fundamentação adequada para o tema da saúde mental jovem; trechos problemáticos: “críticas do economista Murray Rothbard” e “filósofa Hannah Arendt” sem contextualização sólida. Melhoria: manter foco em saúde mental jovem, citar autores apenas se tiver relação direta com políticas públicas. 2) Coesão: frases longas, conectivos ausentes em alguns trechos; sugestão: usar marcações de operação causal: “por isso”, “além disso”, “consequentemente”. 3) Proposta de intervenção: apesar de conter agentes, ações, meios e finalidade, detalhar melhor o impacto esperado e prazos. Sugestão: “agente: Ministério da Saúde; ação: implementar CAPS exclusivas para jovens; meio: parcerias com redes de ensino; finalidade: reduzir incidência de transtornos”.
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