De início, é relevante destacar a insuficiência da ação estatal. Sob esse viés, o filósofo Nicolau Maquiavel afirma que os governantes orientam suas pela lógica da manutenção do poder e relegam o bem comum a segundo plano. Nesse sentido, instala-se um quadro de negligência política:recursos destinados a educação a educação de autistas permanecem escassos porque políticas voltadas a essa pauta não geram retorno eleitoral significativo aos políticos. Para além disso, a agenda pública costuma ser moldada por interesses econômicos de grupos financeiramente privilegiados, que pressionam o Estado priorizar demandas lucrativas, relegando demandas menor rentáveis como-contratar profissionais capacitados a lecionar pessoas com autismo- a um plano secundário. Por conseguinte, cidadãos portadores de necessidades especiais ficam sem a formação e o direito à educação no país.
Ademais, a omissão social impulsiona o problema. Sob essa ótica, a filósofa Hannah Arndt, em seu conceito de "banalidade do mal", explica que problemas sociais se consolidam quando a população, por indiferença ou conformismo,aceita situações problemáticas como naturais. Partindo desse pressuposto, nota-se que grande parte da sociedade tende a encarar a insuficiência educacional de autistas como algo comum e pouco relevante o que reduz debates públicos sobre o tema e enfraquece a pressão por políticos. Tal postura é alimentada pela crença que o responsabilidade cabe apenas ao Estado, gerando um ciclo de passividade coletiva e legítima a permanência da injustiça. Assim, há a "banalidade do mal" de analfabetismo de autistas na qual a gravidade do fenômeno se dilui e se converte em rotina socialmente aceita.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação-órgão responsável pela preservação e efetivação da educação na nação- contratar profissionais capacitados a formação educacional de autistas no Brasil por meio de concursos públicos em todo território nacional, a fim de preencher lacunas de educadores no país. Dessa forma, será possível romper o legado de desigualdade denunciando por Darcy Ribeiro.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 40% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita. Seu texto apresenta estrutura sintática com certa organização, porém com muitos desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual, que comprometem a compreensão das ideias.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 40% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante apresenta repertório limitado de recursos coesivos e articula as partes do texto de forma insuficiente, com muitas inadequações, o que compromete a organização das ideias.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: norma padrão com vários problemas (parágrafos mal estruturados, grafia/acentuação; exemplos: “por esse viés”; “linha: recursivamente…”; “Por certo,tal” sem espaço; “medidas como-contratar”). Conteúdo: referências a Maquiavel e Arendt mal fundamentadas e com nomes incompletos (Arendt) ou uso inadequado (“banalidade do mal” aplicada ao autismo sem contextualização). Proposta de intervenção pouco detalhada. Sugestões: reescrever o trecho com nomes corretos e conectivos adequados, revisar pontuação, manter perspectiva dissertativa; exemplo de melhoria: “A gestão pública deve investir em educação inclusiva, por meio de concursos para docentes especializados, com metas mensuráveis e monitoramento de resultados.”
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