Primeiramente, a interação direta com a inteligência artificial pode limitar os pensamentos críticos dos estudantes. Segundo o sociólogo Paulo Freire, o processo de aprendizagem deve ser crítico, e não em um sistema no qual o aluno apenas recebe informações. Diante disso, os excessos do uso da IA podem resultar exatamente na geração acrítica tanto nas escolas, com a falta de debates críticos – vistos que um computador não é capaz de incentivar estudantes a refletir sobre temas –, quanto fora dessa sociedade, que não refletirá sobre seus próprios problemas.
Além disso, o segundo risco pode ser notado quando se observa a substituição de professores e escritores pela inteligência artificial. Atualmente, as IAs conseguem resolver a maioria das funções exercidas normalmente por professores. A autora Ali Corman, em seu livro “Robô”, conta o seguinte trecho: “A máquina evoluiu tanto que já foi capaz de substituir a humanidade”. A obra alerta sobre o perigo de máquinas e o impacto da exclusão do trabalho humano, o que poderia ser relacionado ao trabalho de professores. Apesar de ser uma ferramenta que pode auxiliar, ela é apenas uma superficialidade tecnológica que estudará para levar conhecimento às pessoas. As verdadeiras qualidades do ser humano, a partir do risco de as IAs tomarem o lugar de professores.
Portanto, cabe às escolas incentivarem o pensamento crítico através de debates acerca de diversos temas que façam os estudantes refletirem sobre o mundo que os cerca. Além disso, devem ressaltar a importância do trabalho de professores, firmando palestras e conversas sobre como a IA não pode substituir o trabalho humano, conscientizando corpo docente e discente sobre esses riscos. Assim, os impactos da IA na educação serão reduzidos.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais falhas: (Comp.1) crase/concordância e expressão: “assuntos … são” (ora deveria “é”), frases longas com redação confusa e alguns trechos sem objetivo clara. (Comp.2) o tema é apresentado, mas depende de citações pouco confiáveis (Paulo Freire/Ali Corman) sem contextualização crítica; melhore a fundamentação com dados atuais e paráfrisez. (Comp.3) organização de ideias pouco firme entre introdução, desenvolvimento e conclusão; conecte melhor os argumentos. (Comp.4) uso de conectivos adequado, porém há variações fracas de coesão; reestruture parágrafos para progressão lógica. (Comp.5) proposta de intervenção aparece, com agente (escolas/docentes) e ações (debates, palestras); detalhar meios (recursos, prazo) e finalidade com clareza. Sugestões: reescrever a introdução com uma tese simples; fixar a sequência: problema, causas, consequências, solução. Ex.: “Propomos que as escolas promovam debates críticos (ação) com recursos digitais (meio) para fortalecer o pensamento crítico (finalidade), envolvendo professores (agente).”
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