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Por luizhenri2
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Na obra “O Povo Brasileiro”, o antropólogo Darcy Ribeiro analisa a formação histórica do
país e demonstra como a trajetória social e política do Brasil produziu desafios estruturais que
comprometem o avanço nacional. Ainda hoje, esse legado persiste e se expressa em múltiplos
âmbitos, sendo a evasão escolar um entrave expressivo ao desenvolvimento pleno da nação,
uma vez que a saída precoce de estudantes do sistema de ensino perpetua ciclos de pobreza,
amplia a desigualdade social e reduz a competitividade econômica do país. Por certo, tal
problemática persiste pelo descaso governamental e pela recorrente negligência social.
Diante desse panorama, é relevante destacar a insuficiência da ação estatal. Sob esse
viés, o filósofo Nicolau Maquiavel afirma que os governantes orientam suas decisões pela lógica
da manutenção do poder e relegam o bem comum a segundo plano. Nessa lógica de
autopreservação, instala-se um quadro de negligência política: recursos destinados a programas
de permanência escolar permanecem restritos a grupos reduzidos de estudantes porque
políticas voltadas a esse grupo não geram retorno eleitoral significativo aos políticos, já que essa
é uma população que, majoritariamente, não vota. Para além disso, a agenda pública costuma
ser moldada por interesses econômicos de grupos financeiramente privilegiados, que
pressionam o Estado a priorizar demandas lucrativas, relegando demandas menos rentáveis —
como investimentos em educação básica de qualidade e bolsas de apoio ao estudante — a um
plano secundário. Por conseguinte, o abandono escolar mantém milhões de jovens afastados de
melhores oportunidades de trabalho, favorecendo a exclusão social e reduzindo a mobilidade
econômica no país.
Ademais, a omissão social diante da exclusão educacional prematura contribui de forma
decisiva para sua persistência. Nesse sentido, a filósofa Hannah Arendt, em seu conceito de
“banalidade do mal”, explica que problemas sociais se consolidam quando a população, por
indiferença ou conformismo, aceita situações problemáticas como naturais. Sob essa ótica,
nota-se que grande parte da sociedade tende a encarar crianças e adolescentes fora da escola,
trabalhando desde jovens, como algo comum e pouco relevante, o que reduz debates públicos
sobre o tema e enfraquece a pressão por políticas efetivas. Tal postura é alimentada por fatores
como a desvalorização histórica da educação, a normalização da necessidade de trabalhar cedo
para ajudar no sustento familiar e a crença de que a responsabilidade pela mudança cabe
apenas ao Estado, o que gera um ciclo de passividade coletiva e legitima a permanência da
injustiça. Assim, há a “banalização do mal” da evasão escolar, na qual a gravidade do fenômeno
se dilui e se converte em rotina socialmente aceita.
Portanto, cabe ao Estado — detentor de recursos para a transformação social —
promover campanhas de conscientização popular, como “Educação é Futuro”, por meio de
oficinas educativas em comunidades vulneráveis e comerciais televisivos que valorizem a
permanência de jovens na escola, a fim de mitigar os impactos do abandono prematuro dos
estudos. Outrossim, a mídia deve ampliar a divulgação sobre essa temática para mobilizar a
sociedade e pressionar os governantes a combater o abandono da escola com políticas de
apoio financeiro, psicológico e pedagógico aos estudantes em risco. Assim, será possível
romper o legado de desigualdade denunciado por Darcy Ribeiro e impedir que a evasão escolar
continue a reproduzir as estruturas excludentes que marcam a história do país.
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    Erros/limites: Comp1: contém alguns deslizes gramaticais (ex.: uso de crase, pontuação em períodos longos). Sugestão: dividir orações longas, revisar pontuação: “...comprometem o avanço nacional. Ainda hoje...”. Comp2/3: boa compreensão e defesa do tema, porém poderia aprofundar mais dados específicos sobre evasão. Comp4: conectivos presentes, mas variações poderiam intensificar a coesão entre parágrafos. Comp5: intervenção com agentes/ações/meios/finalidade aparecem; detalhar mais um meio concreto (por exemplo, metas de bolsa, metas mensuráveis) para qualificar a proposta.

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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