Em primeiro lugar, é evidente que a situação se agrava pela insuficiência das políticas públicas destinadas a combater a problemática. De acordo com a lógica social defendida pelo filósofo John Locke, é dever do Estado garantir direitos básicos que promovam o bem-estar coletivo. No entanto, observa-se que a ausência de ações governamentais consistentes como investimentos adequados em atendimento psicológico, campanhas educativas e ampliação da Rede de Atenção Psicossocial gera desigualdade, limita o acesso da população a recursos essenciais e perpetua o quadro de vulnerabilidade. Assim, a falta de intervenção estatal agrava o problema e impede transformações significativas.
Além disso, essa prática também decorre de fatores socioculturais que reforçam comportamentos e percepções equivocadas. A teórica Hannah Arendt afirma que problemas sociais se intensificam quando a sociedade normaliza práticas prejudiciais. Nesse sentido, a desinformação, o preconceito e a falta de conscientização fazem com que indivíduos com transtornos mentais sejam marginalizados, invisibilizados ou tratados com desconfiança, o que dificulta a compreensão crítica do tema e compromete a construção de uma sociedade mais justa. Dessa forma, a dimensão cultural torna-se um obstáculo adicional para a resolução da questão.
Portanto, é imprescindível que o Estado, em parceria com a sociedade civil, atue para mitigar os impactos desse problema. Para isso, o governo deve implementar políticas públicas eficazes, garantindo investimentos, fiscalização e acesso a serviços essenciais dentro da saúde mental. Paralelamente, escolas, mídias e organizações sociais devem promover campanhas educativas, incentivando a conscientização e o debate público qualificado sobre o tema. Assim, por meio de ações integradas e contínuas, será possível construir um cenário mais equitativo e assegurar o pleno desenvolvimento social no país.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros de norma: falta de vírgula após termos justificados (ex.: “consistentes, como investimentos”), uso de “se forma”/“se observa” com pequenas imprecisões e generalizações desnecessárias. Sugestão: revisar pontuação e concordância, por exemplo: “...consistentes, como investimentos adequados em atendimentos psicológicos...” e evitar termos vagaos. Avançar na intervenção: descreva claramente agente, ação, meio e finalidade com exemplos concretos (ex.: “Governo federal, por meio da Secretaria de Saúde, deve financiar 200 unidades de CAPS até 2026 (ação), utilizando budget específico (meio) para reduzir o estigma (finalidade).”
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