Diante desse cenário, é relevante destacar a insuficiência da ação estatal. Sob esse viés, o filósofo Nicolau Maquiavel afirma que os governantes orientam suas decisões pela lógica da manutenção do poder e relegam o bem comum a segundo plano. Nessa lógica de autopreservação, instala-se um quadro de negligência política: recursos destinados às cuidadoras, como mais visibilidade e direitos, entre outros problemas presentes, permanecem escassos porque políticas voltadas a essa pauta não geram um retorno eleitoral significativo aos políticos. Para além disso, a agenda pública costuma ser moldada por interesses econômicos de grupos financeiramente privilegiados, que pressionam o Estado a priorizar demandas lucrativas, relegando demandas como campanhas publicitárias sobre o trabalho de cuidado realizado pelas mulheres a um plano secundário.
Por outro lado, a omissão social diante da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pelas mulheres contribui de forma decisiva para a sua persistência. Nesse sentido, a filósofa Hannah Arendt, em seu conceito de "banalidade do mal", explica que problemas sociais se consolidam quando a população, por indiferença ou conformismo, oculta situações problemáticas como naturais. Sob essa ótica, nota-se que grande parte da sociedade tende a encarar as cuidadoras como algo comum e pouco relevante. Por isso, muitas mulheres que trabalham cuidando de idosos e de todos à sua volta, como as donas de casa, não são valorizadas como merecem e acabam sofrendo com a invisibilidade. Tal postura social é alimentada por fatores como a desinformação, o individualismo e a crença de que a responsabilidade pela mudança cabe apenas ao Estado. Assim, há a "banalidade do mal" da invisibilidade das cuidadoras, na qual a gravidade do fenômeno é socialmente aceita.
Portanto, cabe ao Estado, detentor de recursos para transformação social, promover campanhas de conscientização popular por meio de oficinas educativas e comerciais televisivas, a fim de mitigar os impactos da invisibilidade das mulheres, especialmente das cuidadoras. Dessa forma, será possível promover o bem-estar coletivo.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: C1 - 6 erros gramaticais/lexicais (ex.: “comercial televisivas” → “ comerciais televisivas”; “dessa forma”/“Portanto” alternando conectivos; concordâncias). Sugestão: revisar: “Dessa forma, é evidente que o problema decorre do descaso governamental e da negligência social.” C2/C3 - desenvolvimento alinhado, porém há dependência excessiva de citações sem dados ou exemplos nacionais; manter foco no tema das mulheres cuidadoras. C4 - uso irregular de conectivos em alguns trechos; melhorar progressão: “Além disso, …, consequentemente …” C5 - intervenção apresentada com agente, ação, meio e finalidade, porém mais detalhamento pode fortalecer: especificar metas, duração e indicadores de mudança (ex.: metas de visibilidade, qualificação, orçamento). Exemplo de melhoria: “O Estado, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, deve criar um programa de assistência e valorização do trabalho de cuidado, com campanhas, formação de cuidadores e incentivos financeiros, visando reduzir a invisibilidade até 2026.”
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