Em primeira análise, a inoperância estatal corrobora a persistência do estigma contra o doente mental no país. O Brasil, signatário da Agenda 2030, comprometeu-se com o ODS nº 3, que busca assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar. No entanto, a lentidão na implementação de políticas de desinstitucionalização e de acolhimento em CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) perpetua a invisibilidade do problema. Desse modo, o Estado falha em seu dever primordial de garantir tratamento e reinserção social, ferindo a Constituição Federal e solidificando o preconceito contra a pessoa em sofrimento psíquico.
Ademais, a falha na formação social e midiática atua como catalisador da demonização das doenças mentais. O filósofo Immanuel Kant defendia que o indivíduo jamais deve ser tratado como meio, mas como fim. Contrariamente a essa ética, a ausência de um ensino que desenvolva o senso crítico sobre a desmistificação e o acolhimento dificulta a emancipação dos cidadãos. Consequentemente, a lacuna na discussão sobre a saúde mental como prioridade impede a autonomia, conforme as críticas de Bauman à liquidez social. Assim, o problema é perpetuado pela falta de empatia e pelo distanciamento social.
Portanto, a fim de superar a inércia social e o estigma das doenças mentais, é imprescindível uma intervenção efetiva. O Ministério da Saúde (MS) deve promover campanhas nacionais de desmistificação e acolhimento, por meio de parcerias com o CONAR e grandes veículos de mídia, devendo criar uma campanha contínua que utilize depoimentos reais para humanizar o transtorno. Paralelamente, o Ministério da Educação (MEC) deve promover a discussão da saúde mental nas escolas, através da inclusão de módulos sobre inteligência emocional e psicoeducação no currículo. Essa iniciativa tem como finalidade garantir o pleno cumprimento do ODS nº 3 da Agenda 2030 e a construção de uma sociedade mais empática e inclusiva no território nacional.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros (competência 1): poucos deslizes na norma padrão (ex.: ‘desinstitucionalização’ / ‘CAPS (Centros de Atenção Psicossocial)’ sem demais incorreções graves). Sugestão: revisar acentuação, concordância e termos específicos; manter frases claras e moderar expressões muito carregadas. Competência 2/3: mantém tema e defesa, mas pode aprofundar evidências locais (dados/ruptura de políticas). Ex.: acrescentar dados sobre evasão de CAPS. Competência 4: conectivos presentes, porém há trechos com repetição de estruturas; varie paralelismo (“além disso”, “porém”, “consequentemente” já aparecem). Competência 5: intervenção bem estruturada; detalhar ao menos uma linha de ação concreta com destinatário, meios de implementação e prazo (ex.: campanhas com metas mensuráveis para 2025). Exemplos de melhoria: reescrever a conclusão conectando metas ao ODS 3; inserir métricas.
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