Em primeira análise, convém destacar que a passividade humana contribui para a manutenção do sofrimento psíquico. O sociólogo alemão Georg Simmel descreveu a "atitude blasé" como indiferença gerada à exposição contínua a problemas sociais, que torna pessoas insensíveis ao sofrimento alheio. De modo semelhante, o aumento de doenças mentais a exemplo da depressão, ansiedade e transtornos psicológicos se sustenta nessa apatia social: o desinteresse em reconhecer e combater o problema favorece o isolamento social, superar esse quadro exige políticas públicas eficazes e o fortalecimento de valores afetivos baseados na empatia e na ação cidadã.
Além disso, é imprescindível ressaltar que a insuficiência governamental voltada à saúde agrava consideravelmente essa problemática. Dessa forma, a obra "Cidadão de Papel", de Gilberto Dimenstein, expõe bem esse fato à medida que denuncia como os direitos básicos são garantidos em documentos, mas, na prática, tratados de forma simplória. Sob esse viés, percebe-se que o direito à saúde mental associada ao tratamento mental é frequentemente colocado em último plano nas discussões e decisões políticas, postura que fomenta a cultura de invisibilidade acerca do assunto. Assim, a continuidade dessa postura negligente atrapalha a efetividade do direito essencial e, por consequência, compromete o desenvolvimento emocional da população.
Portanto, torna-se urgente a necessidade de medidas efetivas para promover a valorização da dignidade humana. Para tanto, o governo federal - órgão responsável pela administração pública do país - deve implementar um programa nacional, por meio de campanhas publicitárias nas redes sociais, debates públicos de conscientização em instituições de ensino, e investimentos em centros de acompanhamento psiquiátricos. O objetivo é conscientizar a população do crescente aumento de indivíduos afetados pelas doenças mentais, a fim de reverter a apatia social e minimizar a incapacidade governamental. Dessa maneira, o propósito central da Declaração Universal dos Direitos Humanos poderá se concretizar na realidade brasileira.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: gramática/coesão (ex.: “Doenças Mentais” no título sem aspas; vírgula ausente em alguns conectivos). Sugestão: revisar pontuação: “Em 1948, a Declaração Universal... consolidou, ainda que no campo teórico, um dos benefícios...”; usar conectivos mais claros: “além disso”, “por outro lado”. Falta de desenvolvimento de uma intervenção mais detalhada: indique metas, prazos e meios (ex.: agente: Ministério da Saúde; ação: criar 5 polos de atendimento; meio: parcerias público-privadas; finalidade: reduzir estigma em 2 anos). Reescrever a conclusão para reforçar o elo com a UDHR, deixando uma chamada à ação específica e mensurável.
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