Dessa forma, percebe-se que as queimadas, além de provocarem a destruição da vegetação e a perda de biodiversidade, também intensificam as mudanças climáticas e comprometem a qualidade de vida da população. Esse problema é agravado pela falta de fiscalização ambiental eficiente e pela exploração indevida dos recursos naturais, o que revela negligência tanto do poder público local quanto do governo federal na condução de políticas públicas eficazes. Por exemplo, o Ministério Público apontou que o governo federal “deixou cada um por sua conta” e não adotou providências adequadas diante das queimadas no Pantanal, mesmo havendo recursos previstos. Além disso, analistas afirmam que o governo federal “tem atribuição de articulação e coordenação” e que sua atuação “está aquém do necessário” no que se refere à prevenção e fiscalização do uso do fogo em práticas agrícolas. Essa ausência de prioridade se soma à lentidão ou falta de implementação de políticas ambientais estratégicas, conforme observou o Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, a letra de Luiz Gonzaga torna-se atual: comunidades que convivem com a seca e com as queimadas seguem aguardando uma atuação governamental mais firme.
Portanto, é imprescindível que medidas efetivas sejam tomadas com urgência, e que o governo federal, em parceria com estados, municípios, órgãos ambientais e a sociedade civil, assuma papel central e coordenado no controle das queimadas e na preservação do meio ambiente. É necessário que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e demais instituições tenham recursos, autonomia e estrutura para agir com eficiência. A atuação deve incluir campanhas educativas, fiscalização rigorosa, punição efetiva a autores de queimadas ilegais e investimentos em tecnologias de monitoramento e combate ao fogo. Assim, será possível minimizar os danos ambientais, revitalizar o solo, proteger os biomas brasileiros e garantir um futuro mais sustentável — diferente daquele cenário de sofrimento retratado em “Asa Branca”.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: (C1) ocorrências pontuais de concordância/acentuação e citação: corrige “que permanecem vigentes” para manter a norma; use aspas simples para citações diretas? (ex.: “d’água”). (C2) assevera bem o tema, mas algumas passagens repetem ideias; evitar redundância. (C3) argumentos organizados, porém poderiam-se apresentar contra-argumentos e dados adicionais para fortalecê-los. (C4) boa coesão, ainda que alguns conectivos apareçam de forma abrupta; sugira transições mais fluidas entre parágrafos. (C5) proposta de intervenção está presente e com quatro elementos, mas poderia detalhar metas (ex.: metas numéricas de redução de queimadas em X anos) e responsável específico para cada ação (agente: Ibama, Ministério do Meio Ambiente, governos locais). Sugestões: reescrever trechos com conectivos (além disso, porém, portanto) e ampliar a parte de intervenção com objetivos mensuráveis e prazos. Ex.: “O governo federal, em parceria com estados e municípios, deve implementar campanhas educativas, ampliar a fiscalização por meio de drones e contratar mais brigadistas até 2027, com meta de reduzir queimadas em 30%.”
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