O marco dessa mudança é a adoção dos Processos Judiciais Eletrônicos (PJE). Essa digitalização não apenas substituiu pilhas de papel por arquivos virtuais, garantindo maior celeridade e transparência, mas também possibilitou o trabalho remoto e a tramitação ininterrupta de ações. A gestão processual se tornou mais eficiente, liberando magistrados e servidores para se concentrarem em questões de mérito, diminuindo a morosidade que historicamente assola o sistema.
Em paralelo à eficiência interna, a tecnologia democratiza o acesso. A realização de audiências e sessões de julgamento virtuais se consolidou, especialmente após a pandemia, permitindo que partes, testemunhas e advogados participem de qualquer lugar, reduzindo custos com deslocamento e tempo. Essa descentralização é vital para comunidades distantes dos grandes centros urbanos, antes alheias ao alcance pleno da justiça.
Contudo, a jornada não é isenta de desafios. A chamada exclusão digital persiste, manifestando-se na carência de acesso à internet de qualidade ou de dispositivos adequados, especialmente nas camadas mais pobres da população. Além disso, a segurança cibernética e a proteção de dados sensíveis exigem investimentos contínuos e rigorosos, dada a natureza confidencial das informações judiciais.
Para que o papel transformador da tecnologia seja plenamente realizado, é crucial que o Estado promova políticas públicas que invistam na inclusão digital e na capacitação de toda a sociedade. A tecnologia, portanto, não é um fim em si mesma, mas um poderoso instrumento que, quando utilizado de forma ética e abrangente, pode e deve pavimentar o caminho para uma justiça mais rápida, acessível e equitativa para todos os cidadãos brasileiros.7
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Erros identificados: (Comp.1) presença de “7” ao final do texto; uso adequado de conectores e estruturas, mas o erro numérico compromete a norma. Sugestão: remova o “7” e revise a última oração para fechar o parágrafo. (Comp.2) tema é bem conduzido, com desenvolvimento, introdução e conclusão presentes; manter foco na relação entre tecnologia e acesso à justiça. (Comp.3) argumentos organizados com exemplos pertinentes; fortalecer com dados/estudos de caso para maior persuasão. (Comp.4) há conectivos variados (“Em parallelo”, “Contudo”, “Para que”) e transição entre ideias; melhorar a coesão com repetição de termos conectivos equivalentes para evitar lacunas. (Comp.5) proposta de intervenção está presente (agente: Estado; ação: promover políticas públicas; meio/finalidade: inclusão digital e justiça mais rápida), porém falta maior detalhamento prático (cronograma, impactos mensuráveis, parcerias com sociedade civil). Sugestões: detalhar ações específicas, metas, prazos e indicadores (ex.: распространение internet banda larga em X municípios; metas de capacitação em Y% da população; agentes envolvidos: tribunais, ministérios, ONGs).
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