De início, é válido ressaltar que as raízes patriarcais da sociedade são um fator que colabora para a manutenção desse revés. Na Idade Média, consolidou-se a ideia do papel social de gênero das mulheres, que tinham que ser esposas, mães e cuidadoras do lar. Ademais, na sociedade contemporânea, essa ideia continua sólida, visto que o cumprimento das atividades domésticas recai sobre a mulher. Isso acontece ao haver uma ideia enraizada na sociedade de que o papel da mulher está diretamente associado a serviços do lar. Tal pensamento pode gerar consequências significativas para a saúde mental e física da mulher, que fica sobrecarregada de atividades e tudo isso sem receber nenhum tipo de remuneração, já que há um senso comum de que esse papel deve ser atribuído a ela. Nesse viés, fica clara a urgência de ações para a mudança de pensamento do papel social de gênero.
Em segunda análise, é notório que a má influência da mídia também é um dos fatores que corrobora para a persistência desse impasse. Nesse viés, a filósofa brasileira Djamila Ribeiro, em sua obra “Pequeno Manual Antirracista”, argumenta que os veículos midiáticos têm um papel importantíssimo na formação de opiniões. Assim, as novelas e o cinema frequentemente reforçam ideias estereotipadas ao retratar a figura feminina sempre através de uma perspectiva masculina, associando-a ao papel de cuidadora, mãe e dona de casa, sem espaço para outras perspectivas, consolidando padrões que se refletem na sociedade. Portanto, fica claro que a mídia atua como um espelho para os seus telespectadores, que reproduzem as ideias sem abrir espaço para o questionamento.
Logo, torna-se evidente a necessidade da elaboração de medidas que combatam a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pelas mulheres. A partir disso, o Ministério das Mulheres deve criar campanhas em todos os 26 estados, destinadas ao público geral. Estas campanhas devem ser divulgadas pelos veículos midiáticos com o intuito de conscientizar a população e desvencilhar a imagem feminina de estereótipos de gênero. O projeto deve acontecer em escolas e nos setores públicos com palestras semestrais que devem ser ministradas por historiadoras e professoras, a fim de informar e conscientizar a população, para reverter a ideia patriarcal e, como resultado, aumentar a valorização das atividades de cuidado exércidas por pessoas do gênero feminino. Desse modo, casos como o retrato em "Que horas ela volta?" Poderão ser menos recorrentes.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: repetição e ideias vagas; alguns trechos com lapsos gramaticais (ex.: “descaracterizada como indivíduo”, “exércidas”); uso excessivo de conectivos simples sem progressão clara. Sugestões: reescrever com clareza: “Val é desvalorizada pelos patrões, o que a descaracteriza como pessoa”; corrigir “exércidas” para “exercidas”; melhorar coesão entre parágrafos com conectivos como, portanto, além disso, ademais. Proposta de intervenção: detalhar agentes (Ministério, escolas), ações específicas (campanhas mediais com metas), meios (TV, redes) e finalidade mensurável (reduzir invisibilidade do trabalho de cuidado).
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