Sob essa ótica, torna-se evidente a insuficiência da atuação estatal na formulação e na execução de políticas públicas robustas e duradouras. O subfinanciamento histórico da educação básica, aliado à má gestão de recursos, gera efeitos como a evasão escolar, o analfabetismo funcional e o descompasso entre formação escolar e demandas do mercado de trabalho contemporâneo. Esse cenário contraria o pensamento de Paulo Freire, que defende uma educação emancipadora e crítica, capaz de promover autonomia intelectual e participação cidadã. Assim, a omissão governamental inviabiliza a transformação social que a escola deveria exercer.
Ademais, a persistência de desigualdades históricas, evidenciadas em disparidades regionais, socioeconômicas e raciais, aprofunda a exclusão educacional. A crítica de Darcy Ribeiro — “a crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto” — revela que a precarização do ensino não decorre de fatores isolados, mas de um padrão estrutural de negligência política. A falta de infraestrutura adequada, a formação insuficiente de professores e a limitação do acesso à tecnologia evidenciam que grande parcela da população permanece à margem de uma educação verdadeiramente democrática e de qualidade.
Portanto, é imprescindível que o Estado, por meio do Ministério da Educação, adote políticas públicas integradas e baseadas em evidências, ampliando investimentos na formação continuada de docentes, modernização das escolas e expansão de recursos tecnológicos. Além disso, é necessário fortalecer programas de permanência escolar — como bolsas, assistência psicossocial e ações de enfrentamento ao preconceito — para garantir equidade no acesso e na aprendizagem. Somente por meio da articulação efetiva entre poder público, escolas e sociedade civil será possível concretizar o direito constitucional à educação e promover um projeto nacional verdadeiramente inclusivo e socialmente justo.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais pontos: (1) norma-padrão/gramática: há poucos erros menores de registro e sintaxe (ex.: expressão ‘desigualdades históricas’ está correta; melhorias na fluidez com pontuação adequada podem evitar subentendidos). Sugestão: revisar uso de travessões e aspas para consistência: Darcy Ribeiro — “a crise…” — deve manter o mesmo sinal de pontuação ao longo do texto. (2) coerência/coesão: conectivos existem, mas pode-se trabalhar a progressão entre ideias com mais encadeamento lógico entre parágrafos. (3) compreensão do tema: boa incorporação de referências (Freire, Darcy) e proposta de políticas públicas. (4) intervenção: está presente agente, ação, meio e finalidade; pode detalhar metas quantificáveis (ex.: ampliar 2 pontos percentuais de conclusão no ensino fundamental em 5 anos) e indicadores de avaliação para maior precisão. Recomenda-se reescrever trechos com foco em uma linha de argumentação mais objetiva e direta.
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