Diante dessa conjuntura, vale salientar como a diferença entre classes contribui para à problemática. A exemplo disso, o ativista Luther King alega que "a injustiça, em qualquer lugar, é uma ameaça à justiça". Conforme pesquisas realizadas por consultorias de Recursos Humanos, a clareza na comunicação e o domínio da norma padrão são fatores decisivos para cerca de 40% dos recrutadores no país. Sob essa óptica, ocorre a exclusão de indivíduos oriundos de periferias ou regiões marginalizadas, cujas variantes linguísticas são estigmatizadas no mercado de trabalho. Logo, a "justiça" de King é ferida quando transforma a gramática normativa em um muro, e não em uma ponte de comunicação.
Ademais, é imprescindível relembrar o esquecimento estatal, pois incentiva o crescimento de um ambiente preconceituoso. Outrossim, conforme o Artigo 3° da Carta Magna, um dos objetivos fundamentais do território nacional é promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça ou quaisquer outras formas de discriminação. Contrariamente a essa lógica, o Estado falha ao não garantir uma educação que trate a pluralidade idiomática como riqueza cultural, priorizando um ensino puramente normativo. Torna-se evidente, portanto, que a omissão pública institucionaliza a discriminação, transformando a língua em um instrumento de descumprimento constitucional.
Mediante os fatos expostos, são necessárias medidas capazes de mitigar os impasses. Destarte, cabe ao Ministério da Educação – órgão responsável por garantir a alfabetização de qualidade – por intermédio do Poder Executivo – executa leis e promove normas jurídicas –, viabilizar o dinamismo das variantes. Tal medida deve ser executada visando à redução da marginalização dos indivíduos e o viés discriminatório, com fito de garantir o cumprimento integral dos direitos previstos na Constituição Federal de 1988. Somente com iniciativas concretas e mudanças de comportamento, será possível superar a denuncia da produção fonográfica.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros de norma-padrão: crase em “à problemática” (corrigir para “a problemática”), uso de nomes próprios/expressões inadequadas (“Luther King”), e termos como “Artigo 3°”/“Carta Magna” que podem soar antiquados; revisar para não repetir equívocos factuais. Melhorias: reescrever: “Diante disso, a desigualdade social e o enfraquecimento de políticas públicas perpetuam o obstáculo.” Coesão: evitar ligações redundantes; usar conectivos variando entre termos de comparação e causalidade. Intervenção: detalhar explicitamente agente, ação, meio e finalidade (ex.: Ministério da Educação implementa políticas de educação plurilingue, por meio de normas legais e bolsas regionalizadas, com finalidade de reduzir discriminação linguística).
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