Nesse sentido, é indiscutível a hostilidade na qual as mulheres são inseridas, estimuladas pelo próprio escopo social, submetendo-as a uma vida dotada de restrições e ensinamentos que as fazem acreditar que a única postura adequada é a de subserviência. Por outro lado, homens são designados para o papel de provedores e detentores de suas esposas e exercem sobre elas todas as suas vontades — muitas vezes perversas —, o que acentua o cenário atual. Na obra literária Torto Arado, acompanhamos a história de Bibiana, uma garota que tem a sua existência voltada a servir. Inicialmente, serve aos patrões; em seguida, opera como porta-voz da irmã, carregando um fardo pesado e, por último, casa-se com um homem machista e agressivo. Não equidistante, essa é a realidade do público feminino, a qual deve ser reformulada urgentemente.
Sob essa ótica, a invisibilização da causa pelo Estado é um fator preponderante para o aumento de feminicídios — com números que chegam a quase 1200 casos, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Dessa forma, é inquestionável a ausência de medidas coercitivas aos agressores. No livro O que é lugar de fala?, Djamila Ribeiro aborda a ausência de grupos marginalizados em espaços de poder, como a política, sendo essa a responsável pelo esquecimento dessa parcela da população. Sendo assim, são poucas as mulheres a assumir cargos no Judiciário e na política, o que impede que grande parte das leis seja voltada para elas.
Por fim, diante do exposto, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação, criar palestras e campanhas de conscientização que partam desde websites até lugares suburbanos. Além disso, a fim de dar apoio rápido às vítimas, deve haver a criação de centros especializados em saúde física e emocional voltados para o público feminino em cada bairro ou em regiões estratégicas. Outrossim, cabe à Secretaria de Segurança Pública coibir com mais rigor os criminosos, que devem ser restringidos desde a fase de ameaças contra suas companheiras. Assim, finalmente, as mulheres terão locais de fala, como previsto por Djamila Ribeiro.
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C1 Norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 Seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 Construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de intervenção
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora, de forma mediana, pouco consistente, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.