De início, é imprescindível ressaltar a desassistência do Poder Público como fator agravante do problema do saneamento básico insuficiente. A Constituição de 1988, conhecida como “Constituição Cidadã”, consagrou os direitos sociais como fundamentos centrais da sociedade brasileira, estabelecendo o acesso à saúde como um dos pilares da nação. Em um país que superou as cicatrizes da ditadura, assegurar esse direito é vital para a construção de uma coletividade mais justa e igualitária. Contudo, o Governo permanece omisso na efetivação desse princípio, em virtude da escassez de investimentos voltados a combater a falta de infraestrutura sanitária, o que perpetua a situação atual. Logo, sendo o Estado promotor do bem-estar social, como defendeu o filósofo americano John Rawls, é inconcebível relegar a questão do saneamento básico a segundo plano.
Ademais, é imprescindível destacar a desigualdade socioeconômica quanto ao agravamento do problema. Na linha desse raciocínio, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso adequado à rede de esgoto e ao fornecimento regular de água tratada. Diante de tal exposto, as populações mais vulneráveis ficam expostas a doenças como diarreia, leptospirose e hepatite A, comprometendo sua qualidade de vida e sobrecarregando o sistema público de saúde. Portanto, corrigir a ausência de saneamento básico não apenas segue os preceitos da Carta Magna, como também é essencial para enfrentar essa questão de maneira eficaz no Brasil.
É evidente, portanto, que ações concretas precisam ser adotadas para enfrentar esse desafio. Em vista disso, o Governo Federal, encarregado de organizar o funcionamento do Estado e promover o bem-estar social, deve ampliar os investimentos em obras de saneamento básico mediante parcerias com estados e municípios e fiscalização das concessionárias de serviços públicos. Tal medida tem o objetivo de universalizar o acesso à água potável e ao tratamento de esgoto, reduzindo a incidência de doenças e promovendo melhores condições de saúde para a população. Dessa maneira, o Brasil estaria mais próximo de alcançar os ideais utópicos de justiça e harmonia delineados por Platão.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros por competência: C1 – uso pouco adequado de termos (ex.: “tal exposto” deveria ser “tal exposto” ou “conforme exposto”; pequenas falhas de regência/ortografia como “indiligência”/”Diante de tal exposto”). Sugestão: revisar a norma padrão, checar conectores e concordância. C2/C3 – tema está relacionado, porém há digressões (Platão, Rawls) que desviam do foco; mantenha o eixo: efeitos da falta de saneamento na saúde. C4 – conectivos usados de forma adequada, porém a progressão pode ficar mais fluida com encadeamento lógico explícito entre parágrafos. C5 – intervenção presente com agente, ação, meio e finalidade; poderia detalhar metas quantificáveis e responsáveis específicos (ex.: metas anuais, órgãos responsáveis, recursos). Sugestão prática: “O Governo Federal, em parceria com estados e municípios, deve investir X bilhões/ano em rede de esgoto, com fiscalização de concessionárias, buscando universalizar o acesso até 2030.”
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