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Por heitorbca
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O início do século XVIII na Inglaterra, fortemente marcado pela Primeira Revolução Industrial, momento esse em que o sistema capitalista se consolidou. Na mesma linha, durante esse período, os direitos individuais eram praticamente inexistentes, acima de tudo os que priorizam a liberdade infantil. Dessa forma, com décadas após esse acontecimento, mesmo com legislações que impedem qualquer tipo de atividade laboral realizada por menores de 16 anos, ainda é comum crianças e adolescentes em ambientes de trabalho ao invés de ocorrerem em ambientes escolares ou de lazer, prejudicando, de maneira intensa, o desenvolvimento psicológico e social desses menores. Assim, essa problemática pode ser explicada, principalmente pela desigualdade social, presente em países subdesenvolvidos, e necessita mudanças rápidas como forma de preservação da infância.
Primeiramente, vale destacar que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante o direito à infância e lazer para jovens de até 16 anos, sendo totalmente proibida a realização de trabalho, remunerado ou não, por esses menores. No entanto, a realidade do Brasil se opõe a grande parte desses direitos, descumprindo-os em virtude da desigualdade social, contrário às ordens do ECA, uma vez que parcela da população necessita trabalhar durante a infância para complementar a renda familiar, precisando abdicar de momentos de interação social com crianças da mesma faixa etária e momentos de descanso, “adultizando” esses jovens. Assim, o trabalho infantil apresenta-se como reflexo de uma sociedade desigual.
Ademais, também é válido ressaltar que a inserção precoce no mercado de trabalho é normalizada socialmente. Com falas como “trabalho forma caráter” ou “melhor trabalhando do que estar na rua”, desvaloriza-se a importância de uma infância saudável para o desenvolvimento físico e mental dessas pessoas, além de não reconhecerem a necessidade da educação escolar para a formação social. Segundo Pierre Bourdieu, a escola atua como uma das formas mais eficientes de mobilidade social por ser um local de desenvolvimento de capital cultural; desse modo, ao negar a escola como consequência da necessidade do trabalho, se torna um motor para a perpetuação do ciclo de desigualdades sociais.
Portanto, é evidente a urgência de ações que impeçam o trabalho infantil como forma de proteção à infância. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, realizar ações que promovam debates e campanhas nas escolas e estabelecimentos que utilizam mão de obra infantil, além de intensificar a fiscalização por órgãos públicos, a fim de impedir a exploração da mão de obra precoce e garantir o pleno desenvolvimento das crianças e adolescentes.
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    Erros destacados: (Comp.1) ortografia/ Concordância: “necessitam trabalhar” (plural), “trabalho forma caráter”, “ao invés de ocorrerem”; uso de linguagem repetitiva e frases truncadas (“momento esse”). Sugestão: revisar para “necessitam trabalhar”, “trabalho forma o caráter”, “em vez de ocorrer”. (Comp.2) aproximação temática e contextualização histórica com Brasil atual: manter foco no tema proposto e reduzir afirmações generalistas. (Comp.3) organização de ideias: melhorar encadeamento entre parágrafos, evitar sentenças longas; usar conectivos de reforço (além disso, contudo, portanto). (Comp.4) coesão: conectivos ausentes ou mal usados; reescrever por exemplo: “Entretanto, apesar das leis...”, “porém”, “em virtude disso”. (Comp.5) intervenção apresentada atende aos 4 elementos, incluindo agente, ação, meio e finalidade; poderia detalhar indicadores de sucesso e prazo para fortalecer a proposta, ex.: metas, responsáveis, recursos e avaliação.

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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