Inicialmente, destaca-se a urgência de o poder público revisar e atualizar com rapidez as normas que regulam a demarcação de terras. As regras vigentes, embora importantes, ainda deixam de lado grupos indígenas e quilombolas que, há décadas, reivindicam o reconhecimento oficial de seus territórios ancestrais. Muitas comunidades, por falta de acesso a informações técnicas ou recursos financeiros, não conseguem avançar nos processos administrativos. Essa realidade é ilustrada de maneira impactante no quadrinho “Papa Capim”, de Mauricio de Souza, onde o protagonista assiste à destruição de sua terra justamente pela ausência de proteção legal formal.
Em um segundo momento, torna-se evidente o papel decisivo que a mídia, sobretudo as plataformas digitais e redes sociais, pode exercer ao produzir e compartilhar conteúdos que defendam a preservação ambiental. Atualmente, vídeos, reportagens e postagens são os canais mais eficazes para alcançar grandes públicos e gerar conscientização coletiva. Um exemplo notável é o trabalho do youtuber e ativista indígena Denilson Baniwa, que desenvolve projetos amplos de educação ambiental, alertando sobre a relevância de proteger territórios indígenas e quilombolas para o equilíbrio ecológico e cultural.
Diante desse cenário, conclui-se que medidas coordenadas são indispensáveis. Assim, propõe-se que o Governo Federal, por intermédio do Ministério dos Povos Indígenas, da FUNAI e do INCRA, lidere uma reforma nas legislações de demarcação, impulsionando a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado para acelerar os trâmites e remover entraves burocráticos. Paralelamente, as mídias digitais devem ser mobilizadas para disseminar informações confiáveis e campanhas de apoio, ampliando o engajamento da sociedade civil e fortalecendo a luta contra o desmatamento, em defesa da dignidade e da sustentabilidade desses povos tradicionais.
-
C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
-
C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
-
C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
-
C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
-
C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros por competência: C1 - alguns equívocos gramaticais/ortográficos e uso de termos pouco adequados (ex.: “Artigo 3”, “Artigo 2” sem indicação de nº ouº, “Povos Indígenas” com grafia correta ao longo do texto). Sugestão: revisar pontuação, concordância e padronizar referências legais (Art. 3º, Art. 2º; Artigos da DUDH). C2/C3/C4 - estrutura clara e defesa de ponto de vista consistente; melhorar coesão com conectivos mais variados. C5 - a intervenção menciona agente, ação, meio e finalidade, mas poderia detalhar mais: explicar quem financiará a demarcação, quais critérios de avaliação, prazos e fontes de monitoramento. Exemplo de melhoria: “Governo Federal, por meio do Ministério dos Povos Indígenas e FUNAI, cria uma comissão com prazo de 12 meses para revisar normas de demarcação, com orçamento X, metas de reconhecimento de terras até Y, e mecanismos de fiscalização, visando reduzir desmatamento e garantir direitos humanos. Além disso, campanhas públicas com parceria de ONGs e veículos de comunicação para conscientizar a população.”
Para receber uma correção mais robusta e completa, com comentários detalhados, ative o Selo de Apoiador clicando em Desbloquear (acima), ou conquiste o Selo de Prioritário interagindo com outros usuários.