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Por miguelgre
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A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU em 1948, garante em seu Artigo 3 o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal para todas as pessoas, além de vedar qualquer forma de discriminação e afirmar a dignidade inerente a cada indivíduo (Artigo 2). No contexto brasileiro contemporâneo, o intenso processo de desmatamento na Amazônia tem agravado a vulnerabilidade de povos e comunidades tradicionais, colocando em risco não apenas sua sobrevivência física, mas também seus direitos fundamentais mais básicos.
Inicialmente, destaca-se a urgência de o poder público revisar e atualizar com rapidez as normas que regulam a demarcação de terras. As regras vigentes, embora importantes, ainda deixam de lado grupos indígenas e quilombolas que, há décadas, reivindicam o reconhecimento oficial de seus territórios ancestrais. Muitas comunidades, por falta de acesso a informações técnicas ou recursos financeiros, não conseguem avançar nos processos administrativos. Essa realidade é ilustrada de maneira impactante no quadrinho “Papa Capim”, de Mauricio de Souza, onde o protagonista assiste à destruição de sua terra justamente pela ausência de proteção legal formal.
Em um segundo momento, torna-se evidente o papel decisivo que a mídia, sobretudo as plataformas digitais e redes sociais, pode exercer ao produzir e compartilhar conteúdos que defendam a preservação ambiental. Atualmente, vídeos, reportagens e postagens são os canais mais eficazes para alcançar grandes públicos e gerar conscientização coletiva. Um exemplo notável é o trabalho do youtuber e ativista indígena Denilson Baniwa, que desenvolve projetos amplos de educação ambiental, alertando sobre a relevância de proteger territórios indígenas e quilombolas para o equilíbrio ecológico e cultural.
Diante desse cenário, conclui-se que medidas coordenadas são indispensáveis. Assim, propõe-se que o Governo Federal, por intermédio do Ministério dos Povos Indígenas, da FUNAI e do INCRA, lidere uma reforma nas legislações de demarcação, impulsionando a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado para acelerar os trâmites e remover entraves burocráticos. Paralelamente, as mídias digitais devem ser mobilizadas para disseminar informações confiáveis e campanhas de apoio, ampliando o engajamento da sociedade civil e fortalecendo a luta contra o desmatamento, em defesa da dignidade e da sustentabilidade desses povos tradicionais.
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    Principais erros por competência: C1 - alguns equívocos gramaticais/ortográficos e uso de termos pouco adequados (ex.: “Artigo 3”, “Artigo 2” sem indicação de nº ouº, “Povos Indígenas” com grafia correta ao longo do texto). Sugestão: revisar pontuação, concordância e padronizar referências legais (Art. 3º, Art. 2º; Artigos da DUDH). C2/C3/C4 - estrutura clara e defesa de ponto de vista consistente; melhorar coesão com conectivos mais variados. C5 - a intervenção menciona agente, ação, meio e finalidade, mas poderia detalhar mais: explicar quem financiará a demarcação, quais critérios de avaliação, prazos e fontes de monitoramento. Exemplo de melhoria: “Governo Federal, por meio do Ministério dos Povos Indígenas e FUNAI, cria uma comissão com prazo de 12 meses para revisar normas de demarcação, com orçamento X, metas de reconhecimento de terras até Y, e mecanismos de fiscalização, visando reduzir desmatamento e garantir direitos humanos. Além disso, campanhas públicas com parceria de ONGs e veículos de comunicação para conscientizar a população.”

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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