Em primeiro lugar, é preciso entender a raiz histórica desse problema. Durante a Revolução Industrial, o trabalho foi dividido: o espaço público e o salário ficaram com os homens, enquanto o ambiente doméstico e o cuidado com a família foram destinados às mulheres, sem qualquer remuneração. Essa lógica de séculos atrás ainda persiste no Brasil, fazendo com que o trabalho de cuidar de crianças e idosos seja visto como algo fora da economia, o que gera a invisibilidade financeira dessas mulheres. Com isso, a ausência de instituições públicas de apoio força a mulher a abandonar seus projetos pessoais para se dedicar exclusivamente ao cuidado.
Além disso, essa situação é mantida pela forma como a sociedade educa as pessoas. Segundo a filósofa Simone de Beauvoir, "não se nasce mulher, torna-se mulher". Isso significa que a função de cuidadora não é natural, mas ensinada desde a infância, quando meninas ganham bonecas e cozinhas de brinquedo. Essa educação molda a ideia de que o cuidado é uma obrigação feminina, o que mascara o cansaço físico e mental dessas mulheres, que acabam enfrentando duplas ou triplas jornadas de trabalho.
Portanto, medidas são necessárias para superar tanto o preconceito histórico quanto a educação desigual de gênero. Cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e do Trabalho, investir na criação de mais creches públicas e centros de apoio aos idosos. Mas também, devem promover campanhas de conscientização, como propagandas em redes sociais e na televisão aberta, que incentivem a divisão igualitária das tarefas entre homens e mulheres. Somente assim, o trabalho de cuidado será valorizado e a realidade vista em "Maid" deixará de ser o destino de tantas brasileiras.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Erros de norma: vários trechos com pontuação e concordância (ex.: “Isso ocorre não apenas devido a uma herança histórica, mas também por uma construção social...” → ajuste para “Isso ocorre não apenas devido a uma herança histórica, mas também por uma construção social”) e uso de aspas/alegoria de Beauvoir sem contextualização adequada. Recomendação: revisar a coerência de conectivos: “Além disso”, “Portanto” aparecem, mas a progressão pode ficar mais clara com conectivos (ex.: “Primeiro,” “Em seguida,” “Por fim,”). Proposta de intervenção: inclua ações mais específicas e mensuráveis (ex.: meta de creches públicas X vagas até 2026; parcerias com ONGs; monitoramento de gênero nas atribuições domésticas). Exemplo de melhoria: introduzir um parágrafo único de conclusão que proponha ações com agente, ação, meio e finalidade de forma explícita: “O governo federal, por meio do Ministério da Educação, deve ampliar 600 creches públicas, com atendimento integral às famílias, com finalidade de reduzir a jornada dupla das mulheres.”
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