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Por thalyta2
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O filme “O agente secreto”, escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho, apresenta a Dona Sebastiana, uma carismática mulher idosa e dona do Edifício Ofir, que é um prédio em que refugiados políticos da Ditadura Empresarial-Militar do Brasil são abrigados. Nesse espaço, os moradores vangloriam a Sebastiana e a enxergam como a “guardiã” do local. No entanto, contrariando essa visão positiva da figura da velhice roteirizada por Kleber, para além das telas, a sociedade brasileira tem lido o envelhecimento de modo desrespeitoso e violento. Acerca disso, verifica-se que a mídia de massa e as famílias são as principais responsáveis por essa perspectiva etarista, o que compromete a saúde mental e a saúde financeira desse grupo oprimido. Logo, é preciso analisar a má influência midiática e a lacuna familiar nesse cenário cruel.

Sob esse prisma, culpa-se a influência negativa da mídia por tal mazela idadista. Afirma-se isso, pois diversas produtoras audiovisuais estereotipam a velhice em suas obras, prejudicando o estado psicológico de quem está nessa fase da vida. A esse respeito, o cineasta brasileiro Marcos Magalhães, em seu curta-metragem “Meow!”, denuncia o fato de a indústria midiática moldar padrões de pensamentos dentro do corpo social. Frente a essa crítica cinematográfica, vê-se que a realidade do Brasil confirma tal denúncia, já que muitas são as emissoras e produtoras de televisão e de cinema que, em séries, em filmes e em novelas, retratam personagens idosos de maneira estigmatizada, ou seja, fora de papéis de protagonismo e dentro de enredos limitados ao “ser velho”, isto é, ser frágil e “descartável”, moldando a perspectiva acerca do envelhecimento dos telespectadores. Esse processo de construção da imagem do idoso na mídia vai de encontro à dinâmica de construção da imagem do jovem (geralmente, representado como protagonista, forte e essencial para a trama), afinal, o objetivo é atrair a audiência desse público, o qual costuma ser muito engajado nas redes sociais, gerando mais visibilidade às produções (com seus comentários) e, claro, mais lucro. Em efeito, a partir dessa visão de “descartabilidade” que a mídia molda, produz e reproduz, conforme alerta Magalhães, várias pessoas idosas, fora das telas, são vistas como inúteis (uma espécie de “peso” para a sociedade), sofrendo violências verbais nesse sentido, as quais abalam seu estado mental e geram, muitas vezes, quadros depressivos.

Além disso, vale responsabilizar a postura familiar por esse triste panorama. Tal responsabilização é necessária porque, infelizmente, é comum que famílias não possibilitem o letramento digital para os mais velhos, fragilizando sua saúde econômica. Seguindo esse raciocínio, Virginia Satir, psicoterapeuta referência nos estudos de terapia familiar, afirma que a família recisa assumir a sua função de formar e, sobretudo, reformar o indivíduo, para que ele seja positivamente inserido nas engrenagens sociais. Contudo, quando os idosos não recebem instruções quanto ao uso de aparelhos tecnológicos no ambiente doméstico, por exemplo, quanto à utilização do celular para acessar ancos digitais e a navegação nas redes sociais para identificar mensagens suspeitas (como os golpistas estelionatários), a afirmação de Satir é desconsiderada, haja vista a violenta perda da função “reformadora” citada. Nessa lógica, entende-se que essa conduta é reprovável e motivada pela concepção equivocada (fomentada pelo discurso midiático supracitado) de que idosos não precisam “avançar” em seus conhecimentos, mas, na verdade, somente esperar pelo momento do seu “descarte” — a morte. Por conseguinte, ao se reforçar o contraste à ideia de Satir, o envelhecimento se torna uma fase, cada vez mais, excluída digitalmente, o que faz com que diversos idosos não consigam gerir as próprias contas bancárias (por desconhecerem o funcionamento dos bancos digitais) e, ainda, sejam vítimas de golpes virtuais (por não entenderem a dinâmica da internet), tendo, assim, a saúde financeira e o bem-estar afetados.

Portanto, a manipulação midiática e a falha familiar, frente às perspectivas acerca do envelhecimento no Brasil, devem ser combatidas. Com essa finalidade, as emissoras e produtoras de televisão e de cinema (por exemplo, a Globo e a Vitrine) precisam produzir séries, filmes e novelas em que personagens idosos são essenciais para a trama e não são estereotipados (como a Dona Sebastiana, em “O agente secreto”), por meio do substancial direcionamento de verbas a essas produções, a fim de reduzir a estigmatização da velhice na mídia. Ademais, as famílias têm de letrar digitalmente os idosos, visando que eles não sejam excluídos do universo tecnológico. Desse modo, consequentemente, a visão respeitosa do envelhecimento, escrita por Kleber, será uma realidade.
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    Erros gramaticais e de regência ao longo do texto (ex.: “mazela idadista”, “recisa”, “ancos digitais”, “em efeito”) prejudicam a Norma-Padrão (Comp.1). A proposta tem boa relação com o tema, mas exige organização mais clara entre introdução, desenvolvimento e conclusão (Comp.2). A defesa de ponto de vista é evidente, com uso de exemplos, porém poderia selecionar melhor as evidências e evitar digressões (Comp.3). A coesão é razoável, com conectivos, mas há falhas de repetição e passagens longas sem encadeamento claro (Comp.4). A intervenção contém agente, ação, meio e finalidade, com detalhes suficientes para cumprir a competência (Comp.5). Sugestões: revisar e pads com conectivos (portanto, ademais, por isso), evitar informações não comprovadas, delimitar claramente cada ideia, e tornar a proposta de intervenção mais específica (quem, o quê, como, por quê). Ex.: “As emissoras devem investir X milhões em séries com protagonistas idosos, com roteiros que destaquem protagonismo e rede de apoio social, até 2026” e “os familiares devem oferecer cursos de alfabetização digital presenciais, com apoio de ONGs, para que os idosos gerenciem contas online com segurança.”

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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