Em primeiro lugar, a escrita funciona como uma forma de romper a invisibilidade social enfrentada por grupos marginalizados. Isso ocorre porque, historicamente, pessoas pobres, negras e periféricas tiveram suas vivências ignoradas pelos setores privilegiados da sociedade. Carolina Maria de Jesus, ao relatar em seu diário as dificuldades da vida na favela, denunciou uma realidade marcada pela fome, pela desigualdade e pela negligência do Estado. Dessa maneira, sua escrita deixou de ser apenas um relato pessoal e tornou-se um ato de resistência social, já que revelou problemas que grande parte da população preferia ignorar. Como consequência, obras como essa ampliam debates sociais e incentivam uma visão mais crítica sobre a exclusão presente no país.
Além disso, escrever também representa uma maneira de preservar identidades e impedir o apagamento cultural. Em diferentes momentos históricos, diversos grupos tiveram suas histórias silenciadas, o que torna a escrita essencial para manter memórias e experiências vivas. Nesse sentido, o educador Paulo Freire defendia que a leitura e a escrita ajudam o indivíduo a compreender sua própria realidade e desenvolver consciência crítica. Sob essa perspectiva, escrever significa mais do que organizar palavras: significa reafirmar a própria existência diante de uma sociedade excludente. Assim, a escrita fortalece identidades sociais e contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos.
Portanto, a escrita deve ser reconhecida como uma importante ferramenta de resistência social e transformação coletiva. Para isso, o Ministério da Educação deve ampliar projetos de leitura e produção textual nas escolas públicas, por meio de oficinas literárias, debates sociais e incentivo ao contato com obras de autores marginalizados, com a finalidade de desenvolver o pensamento crítico dos estudantes e ampliar a valorização de diferentes realidades sociais. Dessa maneira, a escrita continuará sendo uma poderosa forma de denúncia, representatividade e mudança social.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros de norma-padrão (Comp.1): alguns sinais de estilo próximos a vírgulas excessivas e escolhas podem justificar 160; retrabalho sugerido: revisar pontuação, evitar repetições como “em termos de” e padronizar concordância. Exemplos de melhoria: “a escrita atua como instrumento de denúncia e resistência”; “Dessa maneira” pode ser substituído por conectivo mais objetivo. Comp.5: a intervenção está presente, mas detalhar melhor os elementos (agente, ação, meio, finalidade) com exemplos específicos, por exemplo: Ministério da Educação (agente) implementa oficinas de escrita crítica (ação) em escolas públicas (meio) para promover visibilidade de jovens periféricos (finalidade). Comp.2-4 estão bem articuladas com uso adequado de conectivos (Em primeiro lugar, Além disso, Assim, Portanto). Comp.3: mantém foco, usa dados e referências relevantes (Carolina Maria de Jesus, Paulo Freire) fortalecendo a defesa de um ponto de vista. Recomenda-se manter o equilíbrio entre exemplos históricos e propostas atuais para ampliar a persuasão.
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