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Por IsaacThomas
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Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma "teologia do traste", cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, dar valor a problemática da falta de registro civil para todos, mesmo que ela seja ignorada pela sociedade. Sendo necessário analisar os alicerces que sustentam esse mal, a citar, a negligência governamental nesse âmbito e a falta de informação.

Dessa forma, em primeira análise, a ineficiência do Estado é um entrave no problema. Constata-se que, na obra "Os Bruzundangas", o pré-modernista Lima Barreto já expunha que a ausência das garantias constitucionais estava no âmago das problemáticas daquela nação. No Brasil, a narrativa é retificada no posicionamento do Governo para com a falta de certidão de nascimento em determinadas áreas da sociedade, uma vez que não existe uma supervisão eficiente em zonas mais carentes, na qual nascem muitas crianças que passam despercebidas pela sociedade. Impossibilitando que as mesmas tenham acesso aos direitos fundamentais como a educação. E possibilitando o surgimento de outros problemas como o crime.

Em paralelo, a falta de informação também é um entrave no que tange a questão. Djamila Ribeiro, filósofa, explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado no assunto, visto que a falta de informação de muitas mães faz com que elas não procurem tirar a certidão de nascimento de seus filhos. Pois essas podem ter sofrido a mesma situação na infância, logo, perpetuando o problema para as próximas gerações. E tal falta de informação não ocorre apenas nas regiões norte e nordeste, já que existem muitos casos na região sudeste do país.

Por todos esses aspectos, a solução viável para a falta de registro civil vem por meio de uma intervenção do Governo Federal, criando o projeto "Cidadania para Todos", que teria início em 2022, nas zonas mais carentes do país. Nele será feito campanhas de conscientização da importância do documento e a criação de novos postos de atendimento, promovendo o registro cívil para os novos cidadãos e os mais velhos também, garantido os direitos básicos a todos. Mediante a essas ações concretas, esses indivíduos serão tirados da invisibilidade e não mais ignorados pela sociedade.
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