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Por fdribs
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O artigo 217 da Constituição Federal garante como direito a todos a prática de esportes. Entretanto, os obstáculos na inclusão de mulheres no esporte, tendo como o principal a falta de investimento no setor feminino, impossibilita que essa parcela da população desfrute deste direito na prática. Dessa forma, os problemas devem ser superados para que uma sociedade igualitária seja alcançada.
Sob essa perspectiva, há de se destacar que a desigualdade de gênero no esporte possui raízes históricas. Na Grécia Antiga, as mulheres da comunidade não eram autorizadas a votar, participar de debates ou eventos esportivos, como os jogos olímpicos. As penalidades para as quebras destas regras poderiam ser severas e violentas, o que destaca a posição lastimável da figura feminina na sociedade daquela época. Segundo Paulo Freire, “A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades”. Tal discriminação perdurou até o século 20, quando houve a primeira participação feminina nos Jogos Olímpicos, mudando a história do esporte e as oportunidades que seriam posteriormente conquistadas.
Por conta disso, é imprescindível salientar a importância da representatividade no esporte. A exemplificar, a atleta olímpica de 14 anos Rayssa Leal motivou diversas meninas à prática do skate, levando a um aumento significante de pesquisas sobre a modalidade na internet. Entretanto, casos como o da jovem são uma exceção, já que o Brasil não se mostra interessado em investir em atletas femininas ou no setor feminino do esporte; de mais de 80 funcionários ligados às organizações desportivas, como o Comitê Olímpico do Brasil, apenas 12 são mulheres. Os salários das atletas também sofrem, pois, no país, as mulheres ganham 72,3% a menos que os homens pela mesma função. Desta forma, a problemática afeta não apenas as esportistas, mas todo o futuro do Brasil em competições.
Portanto, infere-se que ainda há entraves, como a desvalorização de atletas femininas pelo governo e sociedade, para a solidificação de um mundo melhor. Para isso, o Governo Federal, aliado à Secretaria do Esporte do Ministério da Cidadania, deve garantir mais cargos e melhores salários para mulheres no setor, através de reajuste de programas como o Bolsa Atleta, por exemplo. Além disso, o incentivo à população ao consumo de jogos e competições femininas é de extrema importância para que se possa ter mais notoriedade e recursos necessários. Somente assim, será possível alcançar o mundo ideal garantido pela Constituição.
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