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Por DaviComD
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#122261
Em "Triste Fim de Policarpo Quaresma", do escritor brasileiro Lima Barreto, o protagonista desfruta de uma realidade social, que, na sua opinião, precisa de algumas mudanças para atingir os níveis de uma superpotência. No hodierno cenário brasileiro, o Major Quaresma certamente enxergaria a queda nos índices de imunização e o ressurgimento de doenças erradicadas no Brasil como um óbice ao desenvolvimento, sustentando-se por bases como a negligência estatal e a falta de informação na sociedade. Desse modo, nota-se a urgência para uma solução.
Sob esse viés, vale destacar, a princípio, que a ineficiência estatal é um dos propulsores dessa problemática. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua teoria das Instituições Zumbi, entidades existem, porém, não cumprem seu papel social. Nesse sentido, é evidente a concretização da perspectiva de Bauman, uma vez que o Governo não se mobiliza o suficiente através de campanhas de vacinação que alcancem as zonas afastadas dos centros urbanos - como periferias e zonas rurais -, atuando como uma entidade omissa. Essa displicência contribui para que parcela da população não tenha acesso à vacinação e acabem sendo infectadas e transmitindo doenças que deveriam estar extintas. Dessa maneira, é explícito que a inoperância governamental perpetua tal paradigma defeituoso.
Ademais, cabe pontuar que, no Brasil, há uma expressiva falta de informação sobre a importância que as vacinas têm para o bem-estar social. Sob essa análise, é lícito referenciar o filósofo grego Platão, que em sua obra "A República", narrou o intitulado "O Mito da Caverna", no qual homens acorrentados em uma caverna, viam somente as sombras nas paredes, acreditando, portanto, que aquilo era a realidade dos fatos. Isso posto, é notório que, em situação análoga a essa metáfora, os brasileiros, sem conhecimento acerca dos benefícios vitais de estarem vacinados, vivem na escuridão. Assim, é nítido a necessidade de informações, haja vista que a falta dela contribui para o corpo social não se vacine por falta de interesse ou por desconfiança, o que acarreta em uma série de pessoas vulneráveis à doenças que poderiam ser evitadas.
Portanto, convém que medidas sejam tomadas para mudar essa realidade. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde - principal órgão responsável pela garantia do acesso à saúde vacinal - em conjunto com o Ministério da Educação, por meio de propagandas televisivas, conscientizarem os brasileiros sobre a importância de estar imunizado, buscando, com isso, incentivar a população a buscar se proteger sua saúde através das vacinas, evitando que tais antígenos assolem novamente o país. Assim, o panorama no Brasil aproximar-se-á do proposto pelo personagem Quaresma.
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