- 28 Out 2023, 10:50
#123662
Florestan Fernandes, sociólogo brasileiro, observa que as estruturas de dominação social do período colonial são preservadas no processo de modernização capitalista no Brasil, causando diversos percalços nas relações humanas. Assim, quando se observa as garantias de acesso ao ensino superior no Brasil, percebe-se que as estruturas formadas devem ser extinguidas. Em vista do que foi apresentado, dois problemas aparecem como marcadores principais: seja pela inação das esferas governamentais, seja pela falta de representatividade na mídia.
Em primeiro plano, percebe-se como a concepção desenvolvimentista consolida os impasses do problema. Isso acontece, porque a sociedade brasileira reproduz um ideal de produtividade, visando uma lógica capitalista, o que torna direitos essenciais e inalienável em mercadoria. Dessa forma, observa-se que os direitos relacionados à educação está distorcido do aceitável, uma vez que o acesso ao ensino superior no Brasil é marginalizado, pois é deslegitimado pelo sistema socioeconômico vigente. Nesse sentido, esse raciocínio pode ser confirmado pelo ensaio "Sociedade do Desempenho", do sociólogo sul-coreano Byung-Chul Han, o qual expõe o condicionamento do reconhecimento social apenas para grupos privilegiados, o que não é o caso do tema citado, pois afeta principalmente a parcela da população que enfrentam desigualdades socioeconômicas e falta de recursos educacionais adequados, os quais são excluídos em direitos e não movimentam a máquina capitalista. Diante disso, essa situação evidencia o modelo capitalismo opressor.
Além disso, é essencial abordar a lógica governamental como propulsora da problemática. Isso é evidente, porque, como já estudado pelo pai da economia, o escocês Adam Smith, uma "sociedade civilizada, necessita da cooperação e de assistência", isto é, a omissão do governo gerada pela falta de ação, comprometimento e responsabilidade, principalmente no que tange o acesso ao ensino superior no Brasil. Sendo assim, esses retrocessos políticos geram diversas consequências, como a perpetuação das desigualdades sociais e econômicas, a diminuição das oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, além do impacto negativo no desenvolvimento do país como um todo. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), em 2019, apenas cerca de 18% dos jovens entre 18 e 24 anos estavam matriculados em cursos de graduação no Brasil. Nessa perspectiva, percebe-se o quanto a invisibilidade de temáticas como essa é proposital e isso fortalece situações de desigualdade e injustiça social.
Portanto, é necessário desenvolver meios de intervenção corretiva no cenário. Logo, concerne ao governo federal, instância máxima de poder democrático, implantar políticas educacionais
por intermédio de medidas governamentais, como ampliar o acesso a programas de bolsas e financiamento estudantil, para a assegurar a educação básica e melhorar a qualidade do ensino, cessando a dificuldade de acesso ao ensino superior em nome do capitalismo exacerbado, como aponta Fernandes em sua observação.
Em primeiro plano, percebe-se como a concepção desenvolvimentista consolida os impasses do problema. Isso acontece, porque a sociedade brasileira reproduz um ideal de produtividade, visando uma lógica capitalista, o que torna direitos essenciais e inalienável em mercadoria. Dessa forma, observa-se que os direitos relacionados à educação está distorcido do aceitável, uma vez que o acesso ao ensino superior no Brasil é marginalizado, pois é deslegitimado pelo sistema socioeconômico vigente. Nesse sentido, esse raciocínio pode ser confirmado pelo ensaio "Sociedade do Desempenho", do sociólogo sul-coreano Byung-Chul Han, o qual expõe o condicionamento do reconhecimento social apenas para grupos privilegiados, o que não é o caso do tema citado, pois afeta principalmente a parcela da população que enfrentam desigualdades socioeconômicas e falta de recursos educacionais adequados, os quais são excluídos em direitos e não movimentam a máquina capitalista. Diante disso, essa situação evidencia o modelo capitalismo opressor.
Além disso, é essencial abordar a lógica governamental como propulsora da problemática. Isso é evidente, porque, como já estudado pelo pai da economia, o escocês Adam Smith, uma "sociedade civilizada, necessita da cooperação e de assistência", isto é, a omissão do governo gerada pela falta de ação, comprometimento e responsabilidade, principalmente no que tange o acesso ao ensino superior no Brasil. Sendo assim, esses retrocessos políticos geram diversas consequências, como a perpetuação das desigualdades sociais e econômicas, a diminuição das oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, além do impacto negativo no desenvolvimento do país como um todo. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), em 2019, apenas cerca de 18% dos jovens entre 18 e 24 anos estavam matriculados em cursos de graduação no Brasil. Nessa perspectiva, percebe-se o quanto a invisibilidade de temáticas como essa é proposital e isso fortalece situações de desigualdade e injustiça social.
Portanto, é necessário desenvolver meios de intervenção corretiva no cenário. Logo, concerne ao governo federal, instância máxima de poder democrático, implantar políticas educacionais
por intermédio de medidas governamentais, como ampliar o acesso a programas de bolsas e financiamento estudantil, para a assegurar a educação básica e melhorar a qualidade do ensino, cessando a dificuldade de acesso ao ensino superior em nome do capitalismo exacerbado, como aponta Fernandes em sua observação.