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Por uaihiagu
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Na série televisa American Horror Story: NYC, criada por Ryan Murphy, acompanha-se o surgimento de um vírus, até então desconhecido, que é retratado por uma entidade mística e “monstruosa”, causando medo e pudor nas personagens, assim fazendo alusão ao estigma ligado ao vírus HIV na sociedade. No Brasil, infelizmente, até hoje, pessoas soropositivas sofrem preconceitos em virtude da chaga histórica, tabu e a falta de informação sobre avanços na saúde em relação ao vírus.
Diante deste cenário, nota-se que questões sobre sexualidade sempre foram tabus na sociedade. Exemplo disso, na história de Adão e Eva, ao se depararem nus, sentem-se envergonhados, o que reverbera até então no imaginário da coletividade. Acerca disso, a comunicação clara e objetiva sobre assuntos entorno do sexo permanecem nas entrelinhas. Logo, é preciso que o diálogo aberto seja normalizado e presente no cotidiano, não causando desconfortos.
Isso sem contar que inviabiliza informações sobre as melhorias já existentes tanto para a comunidade portadora do vírus quanto na prevenção. Conforme estudos científicos o tratamento antirretroviral previne, com eficácia, o desenvolvimento da AIDS e torna a carga viral indetectável, ou seja, intransmissível, concedendo assim, um maior conforto na vida do indivíduo. E para a prevenção, o SUS disponibiliza medicamentos para antes e depois da exposição ao vírus: a PEP e a PrEP, além dos preservativos. Nesse sentido, o conhecimento sobre estas e mais informações devem ser comunicados com clareza a população brasileira.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de superar os desafios acerca do estigma associado ao vírus HIV no Brasil. Para isso o Governo, através da Secretaria de Saúde carece viabilizar campanhas de conscientização sobre o vírus HIV, sua prevenção e tratamento, enquanto a Secretaria de Educação deve promover o diálogo aberto sobre o assunto por meio de aulas interdisciplinares nas áreas de Ciências Humanas e também no contraturno através de projetos e eventos que abranjam a comunidade. Talvez assim a sociedade brasileira possa tratar do tema com naturalidade e não como algo “monstruoso”.
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