- 21 Mai 2024, 22:32
#129815
Com o passar dos anos, não é novidade nenhuma escutar "vai se formar na faculdade e não vai trabalhar". O que de fato tem acontecido, a realidade de muitos formandos que não conseguem trabalhar em suas áreas tem chamado atenção, além de causar uma certa insegurança nos estudantes e universitários que estão caminhando para o mercado de trabalho.
Muitas coisas podem ocasionar isso, mas ao certo não existe uma causa específica, a fim de discutir sobre este assunto, podemos destacar algumas coisas que podemos levar em consideração. Afinal de contas, nos dias atuais o diploma se tornou inútil?
Antes de qualquer pensamento que possamos ter, precisamos colocar em cheque alguns dados. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego entre os jovens (18 a 24 anos) foi de 21,3% no primeiro trimestre de 2021, um dos segmentos mais afetados pela falta de emprego. Podemos acreditar que a pandemia ocasionou uma carência nas vagas de empregos, o que pode ter levado aos jovens a desistência e também a falta de mais qualificação e experiência profissional, mas em contrapartida muitas empresas surgiriam também, e com isso os trabalhos mais informais.
Além disso, segundo o IBGE, no terceiro trimestre de 2020, cerca de 38,4% dos trabalhadores estavam na informalidade, o que inclui aqueles com qualificação superior que acabam aceitando trabalhos fora de suas áreas de formação ou menos qualificados. Conforme a comodidade e possibilidade de evolução profissional em seus novos trabalhos é possível que estes profissionais não migraram de emprego. Se você fosse formado em alguma área específica, e conseguisse uma vaga fora de sua área com uma remuneração melhor você não aceitaria? Ou você aceitaria ficar desempregado ao invés de trabalhar numa área diferente de sua formação?
Existem inúmeros fatores a considerar, afinal de contas precisamos relacionar que ao longo do tempo houve uma quantidade bem maior de ofertas em graduação em faculdades privadas, o que pode ter gerado um número de formandos bem maior que as demandas do mercado de trabalho. Não esquecendo também que com várias empresas que surgiram após a pandemia, também surgiu espaço para uma reinvenção para os brasileiros formados/desempregados.
O diploma não é inútil, mas o descompasso entre a oferta educacional e as demandas do mercado, junto com a crise econômica e outros fatores estruturais, contribuem para essa realidade. A educação continua sendo um elemento importante para o desenvolvimento profissional, mas é necessário um alinhamento maior entre as instituições de ensino e o mercado de trabalho para que os diplomas resultem em melhores oportunidades de emprego.
Muitas coisas podem ocasionar isso, mas ao certo não existe uma causa específica, a fim de discutir sobre este assunto, podemos destacar algumas coisas que podemos levar em consideração. Afinal de contas, nos dias atuais o diploma se tornou inútil?
Antes de qualquer pensamento que possamos ter, precisamos colocar em cheque alguns dados. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego entre os jovens (18 a 24 anos) foi de 21,3% no primeiro trimestre de 2021, um dos segmentos mais afetados pela falta de emprego. Podemos acreditar que a pandemia ocasionou uma carência nas vagas de empregos, o que pode ter levado aos jovens a desistência e também a falta de mais qualificação e experiência profissional, mas em contrapartida muitas empresas surgiriam também, e com isso os trabalhos mais informais.
Além disso, segundo o IBGE, no terceiro trimestre de 2020, cerca de 38,4% dos trabalhadores estavam na informalidade, o que inclui aqueles com qualificação superior que acabam aceitando trabalhos fora de suas áreas de formação ou menos qualificados. Conforme a comodidade e possibilidade de evolução profissional em seus novos trabalhos é possível que estes profissionais não migraram de emprego. Se você fosse formado em alguma área específica, e conseguisse uma vaga fora de sua área com uma remuneração melhor você não aceitaria? Ou você aceitaria ficar desempregado ao invés de trabalhar numa área diferente de sua formação?
Existem inúmeros fatores a considerar, afinal de contas precisamos relacionar que ao longo do tempo houve uma quantidade bem maior de ofertas em graduação em faculdades privadas, o que pode ter gerado um número de formandos bem maior que as demandas do mercado de trabalho. Não esquecendo também que com várias empresas que surgiram após a pandemia, também surgiu espaço para uma reinvenção para os brasileiros formados/desempregados.
O diploma não é inútil, mas o descompasso entre a oferta educacional e as demandas do mercado, junto com a crise econômica e outros fatores estruturais, contribuem para essa realidade. A educação continua sendo um elemento importante para o desenvolvimento profissional, mas é necessário um alinhamento maior entre as instituições de ensino e o mercado de trabalho para que os diplomas resultem em melhores oportunidades de emprego.