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Por sebciprian
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#130812
Em outubro de 1988, a sociedade brasileira conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: A Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito à saúde pública. Entretanto, para o autor e jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, “O Brasil é uma sociedade que a legislação não funciona eficientemente, temos vários direitos que estão só no papel e que não são cumpridos na realidade.”
Certamente, é visto que qualquer estigma em cima do vírus HIV que ainda se sobressai na sociedade brasileira, é um belo exemplo de ineficácia do Estado sobre à saúde pública brasileira e seus preconceitos tanto quanto à ignorância enraizados passados de gerações para gerações.

Tendo seu primeiro caso registrado no Brasil em 1982, o vírus HIV inicialmente era titulado como: “A crise de saúde dos gays”, afinal, os primeiros alvos da doença haviam sido homens jovens que se envolveram sexualmente com outros homens. Embora, houveram outros casos que quebraram esse padrão e apresentaram um novo ponto de vista ao vírus, o fator que foi conhecido inicialmente ainda perpetua nos dias de hoje. Alimentando não só a ignorância da população quanto ao declínio que o país se encontra em seus casos de saúde pública para aqueles que são marginalizados pela doença.

Diante disso, é lamentável que em uma sociedade contemporânea, uma frase tão famosa dita pelo filósofo Francis Bacon que diz: “O conhecimento é poder”, ainda se encaixa em todos e quaisquer argumentos contra os estigmas presentes na nossa realidade, afinal, um vírus que marcou e ainda marca por várias décadas uma comunidade em específico, é alarmante a forma que o Estado trata de não reconhecer e abraçar essas vítimas quando a própria Constituição as protegem.

No que se refere tanto ao preconceito vigente na sociedade, pode se dizer que abordar de forma responsável o tema em aulas de Educação Sexual dentro das escolas para as nossas crianças e jovens brasileiros, pode garantir não só o fim da desinformação quanto debates essenciais que eliminarão qualquer estigma futuro em cima do assunto pelas próximas gerações a fim de que mais pessoas se sintam vistas, acolhidas e principalmente cuidadas pelo nosso sistema de saúde sem precisar passar por mais obstáculos do que o vírus que lhe foi infelizmente transmitido.
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