A princípio, a despreocupação dos meios de comunicação explica a existência desse quadro lamentável. Acerca disso, para o filósofo Adorno, a indústria midiática gira em torno da comercialização, com base na priorização do consumismo. Nessa lógica, nota-se que a mídia não se preocupa em agir como uma fonte educativa, mas como forte influente do consumo, o que faz com que deixe de lado a abordagem acerca da saúde mental nos meios televisivos de grande alcance. Isso ocorre, infelizmente, porque a discussão sobre o cuidado psicológico não é lucrativa. Por conseguinte, o foco apenas na obtenção de lucros com propagandas resulta em omissão do problema e reforço de estigmas.
Ademais, é válido ressaltar a desatenção estatal como uma das responsáveis pela negligência à saúde mental. Cabe citar, nesse contexto, o filósofo Georg Hegel, já que, para ele, o Estado deve proteger os seus filhos. Contudo, observa-se que o Poder Público não cumpre com a função paternal descrita pelo pensador, pois falha no que se refere à administração pública, porquanto a oferta de serviços é limitada no país, o que impede o encaminhamento de recursos financeiros para minimizar o revés. Esse panorama acontece em razão do orçamento governamental não priorizar a realização de políticas públicas eficientes, como, por exemplo, a ampliação de centros de atendimento psicológico gratuito, para assegurar acompanhamento de qualidade. Logo, a falta de proteção paterna por parte do Estado é inaceitável, porque gera, consequentemente, o agravamento dos transtornos mentais e a exclusão social.
Portanto, a negligência em relação à saúde mental, que provém de causas midiáticas e governamentais, deve ser amenizada. Assim, cabe à Secretaria Especial em Comunicação Social – responsável por gerenciar contratos publicitários – sugerir às emissoras programações informativas sobre a importância da saúde psicológica, com o fito de ampliar o debate e diminuir preconceitos. Tal iniciativa deve ocorrer por meio de um aumento na verba publicitária das estações de rádio e de televisão que seguirem a proposta. Além disso, o Estado deve priorizar o direcionamento monetário para expandir e modernizar os serviços de saúde mental. Feito isso, com a atenção necessária ao problema e ele não será mais um exemplo da política de Lilia Shwarcz.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: 1) Gramática/ortografia: “mazela” deveria ser “mazelas”; pequenas inconsistências como uso de vírgulas e conectivos (ex.: “acerca disso” seguido de frase, melhoria de fluidez). 2) Coesão: há trechos longos; reorganizar com menos encadeamentos redundantes. 3) Intervenção pouco detalhada em alguns pontos; 4) Citação de autores sem contextualizar (Lilia Shwarcz) pode exigir referência mais clara. Sugestões: revisar para “a mazela social…”, manter conectores mais claros, dividir/paragrafar, manter foco no tema. Proposta de intervenção: agente público definido, ação específica, meios (renda, canais), finalidade (reduzir estigma, ampliar acesso). Ex.: “O Governo Federal, por meio da Secretaria de Comunicação Social, deve promover programação educativa sobre saúde mental, destinando X reais para campanhas em rádio/TV, com metas de alcance e avaliação.”
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