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Por paolacarv
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Segundo a autora Lilia Shwarcz, existe uma política de eufemismo no Brasil, pois muitos problemas são suavizados e ignorados. A esse respeito, a negligência em relação à saúde mental é um exemplo que se encaixa nessa teoria, uma vez que a mazela social em questão não recebe a atenção necessária. Tal cenário reprovável advém, sobretudo, da falta de preocupação da mídia e da desatenção do Poder Público, o que causa diversas consequências. Urge, então, amenizar essa situação hostil.
A princípio, a despreocupação dos meios de comunicação explica a existência desse quadro lamentável. Acerca disso, para o filósofo Adorno, a indústria midiática gira em torno da comercialização, com base na priorização do consumismo. Nessa lógica, nota-se que a mídia não se preocupa em agir como uma fonte educativa, mas como forte influente do consumo, o que faz com que deixe de lado a abordagem acerca da saúde mental nos meios televisivos de grande alcance. Isso ocorre, infelizmente, porque a discussão sobre o cuidado psicológico não é lucrativa. Por conseguinte, o foco apenas na obtenção de lucros com propagandas resulta em omissão do problema e reforço de estigmas.
Ademais, é válido ressaltar a desatenção estatal como uma das responsáveis pela negligência à saúde mental. Cabe citar, nesse contexto, o filósofo Georg Hegel, já que, para ele, o Estado deve proteger os seus filhos. Contudo, observa-se que o Poder Público não cumpre com a função paternal descrita pelo pensador, pois falha no que se refere à administração pública, porquanto a oferta de serviços é limitada no país, o que impede o encaminhamento de recursos financeiros para minimizar o revés. Esse panorama acontece em razão do orçamento governamental não priorizar a realização de políticas públicas eficientes, como, por exemplo, a ampliação de centros de atendimento psicológico gratuito, para assegurar acompanhamento de qualidade. Logo, a falta de proteção paterna por parte do Estado é inaceitável, porque gera, consequentemente, o agravamento dos transtornos mentais e a exclusão social.
Portanto, a negligência em relação à saúde mental, que provém de causas midiáticas e governamentais, deve ser amenizada. Assim, cabe à Secretaria Especial em Comunicação Social – responsável por gerenciar contratos publicitários – sugerir às emissoras programações informativas sobre a importância da saúde psicológica, com o fito de ampliar o debate e diminuir preconceitos. Tal iniciativa deve ocorrer por meio de um aumento na verba publicitária das estações de rádio e de televisão que seguirem a proposta. Além disso, o Estado deve priorizar o direcionamento monetário para expandir e modernizar os serviços de saúde mental. Feito isso, com a atenção necessária ao problema e ele não será mais um exemplo da política de Lilia Shwarcz.
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    Principais erros: 1) Gramática/ortografia: “mazela” deveria ser “mazelas”; pequenas inconsistências como uso de vírgulas e conectivos (ex.: “acerca disso” seguido de frase, melhoria de fluidez). 2) Coesão: há trechos longos; reorganizar com menos encadeamentos redundantes. 3) Intervenção pouco detalhada em alguns pontos; 4) Citação de autores sem contextualizar (Lilia Shwarcz) pode exigir referência mais clara. Sugestões: revisar para “a mazela social…”, manter conectores mais claros, dividir/paragrafar, manter foco no tema. Proposta de intervenção: agente público definido, ação específica, meios (renda, canais), finalidade (reduzir estigma, ampliar acesso). Ex.: “O Governo Federal, por meio da Secretaria de Comunicação Social, deve promover programação educativa sobre saúde mental, destinando X reais para campanhas em rádio/TV, com metas de alcance e avaliação.”

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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