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Por danielbm1
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No período da Idade Média, a partir do século V, o sistema feudal favorecia os suseranos e vassalos, enquanto os camponeses permaneciam presos a uma estrutura de dependência que impedia a ascensão social. De forma análoga, é possível relacionar esse período com os desafios para a (re)inserção socioeconômica da população em situação de rua no Brasil atual, que são cada vez mais marginalizados. Nesse sentido, a problemática se intensifica devido à falácia da neutralidade institucional e à anestesia moral presente nos brasileiros.

Diante desse cenário, a forma como o Estado favorece políticas que reforçam privilégios institucionais se constitui como um impasse relevante. Sob essa ótica, o filósofo Slavoj Žižek, em sua obra “Violência”, afirma que os políticos liberais modernos agem movidos por interesses particulares, negligenciando as demandas coletivas. Ao priorizar apenas a economia e ignorar os brasileiros em situação de rua, o governo faz com que esse grupo social se torne cada vez mais vulnerável, colocando-os em uma posição suscetível a graves riscos, como vícios, perdas de vínculos afetivos e dificuldades para conseguir trabalhos formais, visto que, em sua maioria, tais empregos exigem experiência e formação superior. Logo, o alerta de Žižek reforça como a falta de neutralidade institucional perpetua desigualdades, impossibilitando que esses indivíduos acessem os direitos básicos e ascendam socialmente.

Além disso, a segregação de grupos marginalizados desde o século V consolidou uma ideia de conformismo, comprometendo a capacidade de reação popular. Isso porque, segundo o psicólogo e professor Philip Zimbardo, os indivíduos podem se adaptar a papéis sociais e aceitar condutas questionáveis quando essas são legitimadas por um sistema dominante. Nesse contexto, a passividade coletiva evidencia uma espécie de "anestesia moral", na qual a população, influenciada por discursos corporativos, naturaliza a ideia de que apenas a economia é importante, ignorando as injustiças sociais vivenciadas pelas pessoas em situação de rua. Assim, o alerta de Zimbardo torna-se incontestável: ao aceitar cegamente as narrativas impostas pelos sistemas, os cidadãos tornam-se insensíveis, o que perpetua a falta de repercussão do problema nos grandes veículos de comunicação e em instituições relevantes, corroborando a contínua exclusão social.

Portanto, para transformar essa realidade, é importante adotar medidas efetivas. Para isso, o Poder Legislativo, responsável por criar e administrar políticas, deve, por meio da atuação de deputados federais, propor o aumento de recursos destinados a projetos de renda para pessoas em vulnerabilidade e implantação de centros de reintegração social, a fim de reduzir os riscos e injustiças enfrentadas por esses brasileiros. Ademais, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania precisa divulgar projetos nas redes sociais, informando e discutindo problemas presentes no Brasil, visando sensibilizar a população e estimular a cobrança por políticas públicas. Dessa forma, será possível enfrentar os desafios supracitados s em repetir os efeitos negativos da Idade Média.
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    Principais problemas: 1) Norma padrão: alguns desvios como “se constitui” deveria ser “constituir-se” ou revisar a concordância; uso de aspas simples em citações de modo inconsistentes e construção de frases longas que dificultam clareza. Sugestão: revisar: “o governo, ao priorizar apenas a economia,…)”; evitar redundância e manter paralelismo verbal. 2) Tema: relação entre passado e presente é bem apresentada, mas incorporar dados/fontes locais poderia fortalecer a argumentação. 3) Organização de informações: argumentação clara, porém as transições entre ideias poderiam ficar mais coesas com conectivos explícitos: “além disso”, “por outro lado”. 4) Coesão/Coerência: conectivos usados, mas melhorar a progressão entre parágrafos para evitar rupturas abruptas. 5) Intervenção: proposta com agente, ação, meio e finalidade presente; detalhar metas numéricas ou prazos aumentaria a efetividade (ex.: metas de orçamento, timeline de implementação). Recomenda-se reescrever trechos críticos com clareza: reescrever introdução para evitar generalizações, usar dados locais, aprofundar a intervenção com indicadores e prazos.

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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