Diante desse cenário, é importante salientar que a ignorância para com pessoas que possuem algum transtorno psicológico perpetua sua marginalização na sociedade. Essa problemática corrobora com a premissa filosófica de Voltaire, que cita o preconceito como uma opinião sem conhecimento. Nesse sentido iluminista, a carência de informação pode ser observada no Brasil hodierno, uma vez que as doenças mentais ainda são taxadas como “frescura” ou “loucura”, em virtude do desconhecimento. Logo, é notório que o preconceito, sustentado pela falta do saber, não só valida diagnósticos com pejoratividade, como fere a dignidade de toda uma população.
Além disso, a negligência do Estado é um dos catalisadores que acentua o estigma nas enfermidades psíquicas. Um exemplo disso foi o Holocausto Brasileiro - o maior hospício do país - que amontoava pessoas com e sem transtornos sob a omissão do poder público, submetidas a condições insalubres, como a violência e cuidados básicos precários. Apesar da Reforma Psiquiátrica subsequente dessa tragédia, o descaso governamental perdura na ineficiência do atendimento psicológico brasileiro. Desse modo, a escassez de Centros de Atenção Psicossocial demonstra que ainda há falhas estatais em garantir a dignidade e a saúde mental do indivíduo invisibilidade.
Portanto, faz-se urgente a intervenção para mitigar a exclusão social e a inércia governamental no Brasil. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria ao MEC, promover campanhas de conscientização e informação sobre saúde mental por meio das redes sociais, escolas e televisão, a fim de desmistificar termos pejorativos. Paralelamente, o Governo Federal deve expandir o investimento em recursos para a qualificação do CAPS. Dessa maneira, o Brasil poderá superar os estigmas das doenças mentais e reconhecer as divergências como potencial, assim como Percy.
-
C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
-
C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
-
C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
-
C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
-
C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros e melhorias: 1) Norma: uso inadequado de referência literária (Percy Jackson) para o tema, além de expressões pouco formais como “frescura”/“loucura”; revisar o referencial, manter foco no tema; 2) Coerência: alternância de ideias sem transição suave entre parágrafos; usar conectivos de ligação mais claros (além de “Logo, é notório”); 3) Conteúdo: forte analogia com o Holocausto Brasileiro pode soar inflacionado; substituir por exemplos concretos atuais; 4) Intervenção: manter os quatro elementos, detalhando ações específicas (ex.: metas de CAPS, indicadores de avaliação). Sugestão de reescrita de passagem introdutória e conclusão com foco na educação em saúde mental e direitos humanos.
Para receber uma correção mais robusta e completa, com comentários detalhados, ative o Selo de Apoiador clicando em Desbloquear (acima), ou conquiste o Selo de Prioritário interagindo com outros usuários.