- 01 Fev 2024, 13:41
#127127
O livro “Os delírios de consumo de Becky Bloom” – escrito por Sophie Kinsella – retrata a vida de Bloomwood, uma jornalista que se endivida devido ao seu vício em compras. Fora da ficção, no Brasil, pode-se relacionar o romance à realidade: muitos brasileiros, em razão do desconhecimento financeiro, sofrem com empecilhos associados a finanças e a investimentos. Nesse sentido, os principais tonificadores desse problema grave são a lacuna educacional e a herança histórica.
Primeiramente, tem-se de culpabilizar a omissão educativa. Isso porque as escolas pouco ensinam conteúdos ligados à educação financeira, gerando um cenário em que a maioria dos futuros adultos do país fique endividada. A esse respeito, Gabriel Contino, cantor brasileiro, na canção “Estudo errado”, critica os colégios por não oferecerem aulas sobre tópicos relevantes e importantes. Platão, em “A república”, diz que a arte se reproduz no cotidiano. À vista disso, é possível afirmar que as instituições de ensino reverberam as críticas da produção artística de Contino, haja vista que, geralmente, ao não apresentarem ensinamentos valiosos em relação a finanças, como a ideia de que não se deve gastar mais do que se arrecada e a estruturação de um planejamento orçamentário mensal, elas negligenciam um tópico de estudo tão importante para a formação do estudante. Em efeito, tais alunos, quando estarem na posição de adultos e terem responsabilidade frente à sua remuneração, tendem a não terem total noção a respeito da importância de planejar as suas receitas e de controlar as suas despesas - afinal, eles não foram propriamente instruídos pela escola -, viabilizando estouros constantes no orçamento e, logo, causando as infames dívidas. Tal fato, por sua vez, estrutura uma dificuldade financeira preocupante: ao estarem endividados, os antes discentes sofrem pela cobrança bancária em relação a juros, restrições da utilização do CPF e desenvolvimento de multas bastante grandes.
Ademais, vale responsabilizar o legado histórico. Essa culpabilização é válida, porque a história do Brasil foi marcada, fortemente, por períodos nos quais se instaurou receio em relação ao mercado interno e a investimentos, impossibilitando a multiplicação de capital. Quanto a isso, durante o período hiperinflacionário, vivenciado nas décadas de 1980 e de 1990, os brasileiros sofriam pela má gestão da moeda nacional, perdendo poder de compra e havendo pânico frente à economia. Segundo Heródoto, historiador grego, a história é cíclica, ou seja, está fadada à repetição. Seguindo esse raciocínio, pode-se dizer que os medos antigos se espelham no presente, uma vez que parte substancial do povo, ainda com os ideais disseminados em 1980, prefere não alocar os seus recursos financeiros em investimentos nacionais - ações, títulos de renda fixa -, os quais, se bem estudados e geridos, são aptos para ampliar o patrimônio, seja pela valorização, seja pelo recebimento de dividendos sistemáticos. Por conseguinte, desconhecendo o potencial de retorno dessas aplicações em virtude do medo, o corpo cívico perde a oportunidade de obter ganhos com maior facilidade, desacelerando o processo rumo à plena estabilidade financeira.
Portanto, a fim de combater o desconhecimento monetário, o Poder Executivo, por meio dos ministérios da Educação e das Comunicações - responsáveis, respectivamente, pelo ensino e pela disseminação de conteúdos da nação -, tem de colocar, nas escolas, disciplinas associadas ao ensino financeiro, além da construção de publicidades capazes de retomar o interesse da coletividade no mercado brasileiro.
Primeiramente, tem-se de culpabilizar a omissão educativa. Isso porque as escolas pouco ensinam conteúdos ligados à educação financeira, gerando um cenário em que a maioria dos futuros adultos do país fique endividada. A esse respeito, Gabriel Contino, cantor brasileiro, na canção “Estudo errado”, critica os colégios por não oferecerem aulas sobre tópicos relevantes e importantes. Platão, em “A república”, diz que a arte se reproduz no cotidiano. À vista disso, é possível afirmar que as instituições de ensino reverberam as críticas da produção artística de Contino, haja vista que, geralmente, ao não apresentarem ensinamentos valiosos em relação a finanças, como a ideia de que não se deve gastar mais do que se arrecada e a estruturação de um planejamento orçamentário mensal, elas negligenciam um tópico de estudo tão importante para a formação do estudante. Em efeito, tais alunos, quando estarem na posição de adultos e terem responsabilidade frente à sua remuneração, tendem a não terem total noção a respeito da importância de planejar as suas receitas e de controlar as suas despesas - afinal, eles não foram propriamente instruídos pela escola -, viabilizando estouros constantes no orçamento e, logo, causando as infames dívidas. Tal fato, por sua vez, estrutura uma dificuldade financeira preocupante: ao estarem endividados, os antes discentes sofrem pela cobrança bancária em relação a juros, restrições da utilização do CPF e desenvolvimento de multas bastante grandes.
Ademais, vale responsabilizar o legado histórico. Essa culpabilização é válida, porque a história do Brasil foi marcada, fortemente, por períodos nos quais se instaurou receio em relação ao mercado interno e a investimentos, impossibilitando a multiplicação de capital. Quanto a isso, durante o período hiperinflacionário, vivenciado nas décadas de 1980 e de 1990, os brasileiros sofriam pela má gestão da moeda nacional, perdendo poder de compra e havendo pânico frente à economia. Segundo Heródoto, historiador grego, a história é cíclica, ou seja, está fadada à repetição. Seguindo esse raciocínio, pode-se dizer que os medos antigos se espelham no presente, uma vez que parte substancial do povo, ainda com os ideais disseminados em 1980, prefere não alocar os seus recursos financeiros em investimentos nacionais - ações, títulos de renda fixa -, os quais, se bem estudados e geridos, são aptos para ampliar o patrimônio, seja pela valorização, seja pelo recebimento de dividendos sistemáticos. Por conseguinte, desconhecendo o potencial de retorno dessas aplicações em virtude do medo, o corpo cívico perde a oportunidade de obter ganhos com maior facilidade, desacelerando o processo rumo à plena estabilidade financeira.
Portanto, a fim de combater o desconhecimento monetário, o Poder Executivo, por meio dos ministérios da Educação e das Comunicações - responsáveis, respectivamente, pelo ensino e pela disseminação de conteúdos da nação -, tem de colocar, nas escolas, disciplinas associadas ao ensino financeiro, além da construção de publicidades capazes de retomar o interesse da coletividade no mercado brasileiro.
- 06 Fev 2024, 09:24
#127228
isas522 escreveu:Amei sua redação muito bem argumentada e construída realmente inspirador! Continue assim keep going like thisObrigado!![]()