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Por JoaoPedro72
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#143021
Material de redação estendido

Vamos direto ao ponto. Se você está aqui, é porque quer dominar a redação ENEM: e é isso o
que você receberá. Vamos juntos nessa jornada rumo à nota 1000?

I – Gênero e estrutura

O gênero textual da redação ENEM é o dissertativo-argumentativo. De modo geral,
esse gênero se baseia na defesa de um ponto de vista. A estrutura possui quatro
parágrafos, sendo eles, respectivamente, a Introdução, o Desenvolvimento 1, o
Desenvolvimento 2 e a Conclusão.

II – Qual a função da Introdução e como ela é formulada?

A Introdução é o primeiro parágrafo exigido numa redação ENEM. É nela em que você
apresentará a sua tese, ou seja, o seu ponto de vista a respeito do que está sendo
discutido. Por exemplo, se o tema for “automedicação”, você pode escrever uma frase
como “a automedicação é um fenômeno preocupante, pois ela é capaz de deteriorar a
saúde de vários indivíduos”, já que ela demonstra, com clareza, a sua opinião sobre o
tema da redação. Além de apresentar a tese, um outro fator importantíssimo para se
ter uma boa Introdução é a apresentação das causas. “Como assim causas?”, você
pode se perguntar. Bem, você concorda comigo que todos os problemas têm as suas
causas, as suas origens? Então, você irá apresentar DUAS causas referentes ao
problema em discussão no seu texto. Lembrando que todo tema da redação do ENEM
é um PROBLEMA, sem exceção. Então, esse padrão será mantido para todas as
redações que você for fazer no modelo ENEM. A apresentação de DUAS causas é
essencial para você formular os seus próximos dois parágrafos: o Desenvolvimento 1
(que chamaremos de “D1”) e o Desenvolvimento 2 (que chamaremos de “D2”), o que
vamos discutir posteriormente. Por último, quero ressaltar a importância de um
repertório no começo da Introdução. O repertório é qualquer coisa que tenha respaldo
em alguma área do saber. Pode ser um filósofo, um sociólogo, um filme, uma série, um
“reality show”, um livro, uma celebridade, um documento jurídico, entre tantas outras
possibilidades. No caso da Introdução, ele serve como um meio de contextualização,
ou seja, ele dá contexto ao tema. Portanto, entende-se que a Introdução é feita em
três passos: a contextualização, a tese e a apresentação das causas. Aqui está uma
Introdução feita a respeito do tema (barra problema) “O combate ao alcoolismo no
Brasil”:

A Constituição Federal de 1988 garante, dentre outros, o direito à saúde a todos os
cidadãos brasileiros. (contextualização via documento jurídico) Todavia, essa
garantia não possui aplicabilidade efetiva, haja vista que o alcoolismo persiste
vigente - o que é preocupante, pois, devido a isso, muitas pessoas sofrem de
doenças. (Tese) Deve-se, então, analisar as causas desse problema: o descuido
educacional e a negligência governamental. (Apresentação das causas)

III – Qual a função dos Desenvolvimentos e como eles são formulados?

Lembra que eu disse que a apresentação de DUAS causas era importantíssima para os
Desenvolvimentos? Pois bem, não se esqueça disso! A primeira causa que você
apresentou na Introdução será desenvolvida no D1 e a segunda causa será
desenvolvida no D2. “Mas, como assim desenvolver as causas?”, você se pergunta.
Bem, os Desenvolvimentos são parágrafos argumentativos. São neles em que a maior
parte da argumentação vista no gênero dissertativo-argumentativo é constatada.
Então, considerando que eles são desenvolvidos via causas, a função deles é explicar o
porquê da causa que você escolheu ser um fator que, de fato, impulsiona o problema
em discussão.

“Ok, mas como eu encontro essas causas?”. Bem, é preciso saber que todo tema
possui coesão com a irresponsabilidade de instituições sociais. Ou seja, aplica-se
facilmente, em todo tema da redação ENEM, a negligência de entidades - a família, a
escola, a mídia e o governo, por exemplo - como causas do problema em questão. Aqui
está uma lista de causas que você pode aplicar no seu texto:

Negligência do Estado – (Fale que o governo não cria políticas públicas para combater
o problema em questão)
Negligência da família – (Fale que a família não educa os seus filhos a respeito de
problemas sociais, deixando-os vulneráveis a entrarem nesses cenários problemáticos)
Negligência da escola – (Fale que a escola não ensina aos alunos sobre problemas
sociais, deixando-os vulneráveis a entrarem nesses cenários problemáticos)
Negligência da mídia – (Fale que a mídia não divulga conteúdos a respeito de certo
problema social, inviabilizando a mobilização social e, consequentemente, a mudança
desse cenário)

“Beleza, mas o que é preciso na hora de argumentar nos dois Desenvolvimentos?” A
argumentação exige 3 tópicos em sua composição. Eles são:

Desdobramento – Todos os argumentos expostos na sua redação devem ser
desdobrados. Isso significa que as afirmações que você apresenta devem ser
sustentadas e explicadas. Não adianta você falar “o Estado é negligente”, você deve
falar o porquê disso e de que forma ele está sendo negligente.

Criticidade – Você deve sempre usar palavras de juízo de valor no seu texto. Essas são
palavras que mostram o seu ponto de vista com clareza. Para exemplificar, é sempre
preferível dizer “o Estado é irresponsável ao não fazer ações” do que simplesmente
dizer “O Estado não faz ações”, pois a primeira frase mostra claramente o que você
pensa sobre o Estado, clareando o seu ponto de vista.

Modalizadores – Você não pode, de forma ALGUMA, generalizar na redação ENEM.
Por exemplo, se você fala “As escolas são negligentes”, você está, mesmo sem querer,
falando que TODAS as escolas são negligentes, o que é uma generalização, não acha?
Por isso, você tem de preferir outros termos, como “Muitas escolas são negligentes”
ou “As escolas tendem a ser negligentes” para modalizar e inviabilizar a generalização.

“Ok, ok, entendi a teoria, mas como eu coloco tudo isso em prática?” Bem, cada pessoa
pode ter, desde que funcional, o seu próprio estilo de argumentação. Mas, o que eu irei
mostrar aqui possui TUDO o que o ENEM exige a respeito da argumentação - por isso, eu
recomendo você a seguir essa abordagem para não correr riscos. Vamos lá!

A argumentação pode começar com um tópico frasal, ou seja, com uma frase que retoma a
causa e fala sobre a importância de discorrer acerca dela. Um exemplo será feito com o tema
do alcoolismo e com a causa da inoperância do Estado, os quais serão utilizados como
exemplificação durante essa explicação:

“Primeiramente, precisa-se discorrer acerca da negligência governamental”.

Após isso, você deve, de forma resumida, falar por qual motivo o governo está sendo
negligente, e qual é a consequência dessa negligência:

“Isso porque o Estado normalmente não ajuda no combate ao alcoolismo, gerando doenças a
muitas pessoas”

Note que o uso do advérbio “normalmente” foi usado como um meio para modalizar o
discurso: não é SEMPRE que o Estado não ajuda.

Depois, você deve apresentar um repertório de argumentação. Como dito anteriormente, o
repertório é qualquer coisa que tenha respaldo nas áreas do conhecimento. Nesse caso, ele
deve ter alguma relação, seja direita ou indireta, com a causa da argumentação:

“A célebre cantora Billie Eilish, em ‘Register to vote’, diz que os políticos ignoram as
necessidades do povo”

Após isso, você irá desdobrar a causa que você trouxe no segundo período. Lembra que, no
meu caso, eu disse que o Estado não ajuda no combate ao alcoolismo? Então, é hora de
desdobrar essa afirmação, ou seja, explicar o porquê do Estado ser negligente.

“A tese de Eilish está correta, visto que os governantes, por priorizarem o investimento em
áreas mais lucrativas - agronegócio, por exemplo -, não aplicam capital em medidas capazes
de lutar contra a dependência alcoólica, como a elaboração de campanhas publicitárias que
desincentivem o consumo dessa substância”.

Veja que eu explico o porquê do governo não combater o problema - priorização do
investimento no agronegócio - e quais são as medidas que ele não adota - criação de
publicidades -, desdobrando a causa.

Agora, vamos desdobrar a consequência. No meu exemplo, o que eu disse foi que essa
negligência causa doenças à população:

“Por conseguinte, a população tende a consumir álcool, afinal, ela está desinformada a
respeito do assunto, o que pode ocasionar enfermidades graves, como a cirrose hepática, já
que a substância em questão é metabolizada pelo fígado”

Veja que eu disse o porquê da população consumir álcool - desinformação devido à falta de
publicidades - e quais são as doenças que isso ocasiona - cirrose hepática como um exemplo.
Além disso, temos um modalizador: “tende a”. Não é toda a população que consome álcool,
por isso ela tende, apenas.

Por fim, vamos finalizar com um fechamento crítico para explorar um dos elementos cruciais à
argumentação: a criticidade.

“Portanto, é fundamental que, para combater o empecilho, a opinião de Billie seja revertida
imediatamente”.

Veja que eu uso o “fundamental” e o “imediatamente” para indicar que o problema -
alcoolismo - deve ser combatido com urgência, demonstrando a gravidade desse cenário e
clareando o meu ponto de vista.

Assim fica o meu parágrafo final de argumentação (Desenvolvimento):

Primeiramente, precisa-se discorrer acerca da negligência governamental. Isso porque o
Estado normalmente não ajuda no combate ao alcoolismo, gerando doenças a muitas pessoas.
A célebre cantora Billie Eilish, em “Register to vote”, diz que os políticos ignoram as
necessidades do povo. A tese de Eilish está correta, visto que os governantes, por priorizarem
o investimento em áreas mais lucrativas - agronegócio, por exemplo -, não aplicam capital em
medidas capazes de lutar contra a dependência alcoólica, como a elaboração de campanhas
publicitárias que desincentivem o consumo dessa substância. Por conseguinte, a população
tende a consumir álcool, afinal, ela está desinformada a respeito do assunto, o que pode
ocasionar enfermidades graves, como a cirrose hepática, já que a substância em questão é
metabolizada pelo fígado. Portanto, é fundamental que, para combater o empecilho, a opinião
de Billie seja revertida imediatamente.

Por último, quero ressaltar um fator muito importante: a coesão. Você percebe que, em
praticamente todo começo de período, eu retomo algo que eu tinha dito no anterior? Pois é,
eu estou conectando as frases, os períodos da minha redação para articulá-la bem e
não deixar nada confuso. Lembre-se que os coesivos possuem funções distintas. Por
exemplo, quando você for se tratar de uma consequência, use um “Por conseguinte”,
um “Consequentemente”. Em casos de oposição, de contradição de uma ideia
anterior, use um “Porém”, um “Todavia”. Em casos de continuação de ideia, use um
“Nesse sentido”, “Seguindo essa perspectiva”.

IV – E a Conclusão? Como ela é desenvolvida?

A Conclusão é o parágrafo menos argumentativo do seu texto. Em vez de argumentar
mais, agora você solucionará o problema em questão. Ou seja, você terá de criar uma
solução para erradicar ou, pelo menos, atenuar o problema. “Mas, como eu faço isso?”
Bem, na chamada “proposta de intervenção”, você precisa de 5 elementos: meio,
finalidade, ação, agente e detalhamento.

Agente -> Será quem fará a proposta. Os agentes mais utilizados são Ministérios, mas
isso tem muito a ver com as causas que você apresentou. Por exemplo, se você
discorreu sobre a negligência da escola e do governo frente ao alcoolismo, você terá
que elaborar uma proposta que inviabilize essas negligências de ocorrerem.

Meio -> É o meio pelo qual a proposta será feita. Com que recurso o agente fará essa
proposta?

Finalidade -> É o que você espera dessa proposta. Qual o seu objetivo com ela?

Ação -> É, basicamente, o que será feito. Qual é a sua estratégia para combater esse
problema?

Detalhamento -> Consiste em detalhar qualquer um dos outros elementos,
adicionando uma informação extra sobre um deles. Aqui está uma proposta de
intervenção minha a respeito do tema de alcoolismo:

Portanto, visando solucionar o contratempo em discussão (finalidade), o Poder
Executivo (agente), por meio do Ministério da Educação (meio) - órgão responsável
pelo aprimoramento do ensino brasileiro (detalhamento do meio) -, tem de elaborar
um plano constituído em duas etapas: na primeira, será aplicada, nas escolas, a
disciplina “Não ao alcoolismo”, na qual serão ensinados os prejuízos do álcool; na
outra, serão feitas, em horário nobre, publicidades televisivas a respeito da
maleficência da substância situacional (ação).

V – Bônus: Repertórios exclusivos para as causas que mais aparecem na redação
ENEM!
Para a negligência governamental: A célebre cantora Billie Eilish, em “Register to vote”,
diz que os políticos ignoram as necessidades do povo.
Para a negligência da mídia: O filósofo Herbert Marcuse afirma que a imprensa
banaliza as adversidades sociais e, assim, perturba várias pessoas.
Para a negligência da família: O filósofo Émile Durkheim diz que a parentela é a
principal responsável pelo desenvolvimento pleno dos menores.
Para a negligência da escola: Michael Apple, pensador norte-americano, em
“McDonaldização da escola”, afirma que os colégios apreciam, apenas, o vestibular.

VI – Bônus: Temas para treinar
No finzinho desse material, você terá alguns temas com os quais você pode treinar e
exercitar o conhecimento adquirido por aqui. Eles são:
• Má alimentação em discussão no Brasil
• O combate à pobreza menstrual no Brasil
• A questão da educação ambiental na sociedade brasileira
• A ascensão da hiperautomação no cotidiano dos brasileiros
• Situação de risco às crianças: a queda da vacinação infantil no Brasil
• Sem teto e sem direitos: pessoas em situação de rua em questão no Brasil
• Como combater a automedicação no Brasil?

VII – Considerações finais
Resumindo tudo, entende-se que, na Introdução, é preciso contextualizar, dar uma
opinião e apresentar as causas do problema. No Desenvolvimento, é preciso
argumentar e explicar os motivos pelos quais as causas que você apresentou, de fato,
impulsionam o problema. Na Conclusão, é preciso solucionar essas causas como um
meio para que o problema não ocorra mais, utilizando os cinco elementos: meio, ação,
agente, finalidade e detalhamento.

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