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Por Gabsyllys
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A produção cultural e intelectual sempre acompanhou as transformações sociais, evidenciando padrões que orientam comportamentos e relações em distintos contextos. Em “O Príncipe”, Maquiavel discute a necessidade de o governante agir com prudência para assegurar estabilidade política, o que revela como obstáculos persistentes — como a corrupção sistêmica e a falta de transparência administrativa — continuam a restringir o pleno desenvolvimento coletivo. Esses dilemas não se resumem a circunstâncias pontuais, mas representam expressões contínuas de exclusão social profunda. Examinar suas origens e efeitos torna-se, portanto, imprescindível. Nessa perspectiva, torna-se urgente a formulação de estratégias eficazes e duradouras para sua superação.
A permanência desses dilemas decorre de processos históricos e culturais que, embora originados no passado, ainda reverberam no presente. Ao considerar a crise de governabilidade vivida durante a Primeira República, marcada pela prática do “coronelismo” e pela troca de favores políticos, percebe-se que práticas enraizadas moldaram estruturas sociais resistentes a mudanças superficiais. O pensamento de Max Weber, ao destacar a importância da burocracia racional-legal como base de legitimidade política, demonstra que a negligência diante de demandas coletivas cristaliza padrões invisíveis de exclusão sistemática. Assim, compreende-se que o quadro atual não é circunstancial, mas resultado de heranças estruturais prolongadas. Superá-lo requer revisitar criticamente tais raízes e construir caminhos que substituam a reprodução das disparidades estruturais por práticas efetivamente inclusivas.
Além disso, a persistência da corrupção relaciona-se à invisibilidade frequentemente atribuída à necessidade de consolidar mecanismos de integridade. De acordo com levantamento da Transparência Internacional, o Brasil ocupa a 104ª posição entre 180 países no Índice de Percepção da Corrupção (2023), evidenciando fragilidade institucional. Esses números escancaram não apenas a continuidade das lacunas sociais, mas também a insuficiência de políticas públicas capazes de enfrentá-las. Quando a população em geral é prejudicada pela má gestão de recursos, os reflexos recaem sobre serviços essenciais — como saúde, educação e segurança — ampliando vulnerabilidades. A teoria de Montesquieu, ao evidenciar a relevância da separação dos poderes, reforça como a omissão diante da realidade aprofunda disparidades. Portanto, torna-se evidente que superar tal quadro exige ações consistentes, articuladas e sustentáveis, aptas a transformar discursos em resultados concretos.
Diante desse cenário, é imprescindível a adoção de medidas voltadas à mitigação da corrupção e de seus desdobramentos na falta de transparência pública. Compete ao Governo Federal, em parceria com os órgãos de controle, executar estratégias efetivas — como o fortalecimento da Lei de Acesso à Informação, a ampliação de sistemas digitais de prestação de contas, a valorização da Controladoria-Geral da União e o incentivo a auditorias independentes — acompanhadas de fiscalização contínua e de indicadores objetivos de avaliação, assegurando eficácia. Simultaneamente, a participação ativa da sociedade civil é essencial para reforçar a aplicação dessas iniciativas e garantir sua legitimidade. Somente por meio de políticas planejadas, monitoradas e inclusivas será possível transformar dilemas históricos em oportunidades de progresso coletivo. Assim, enfrentar a corrupção e a falta de transparência constitui passo decisivo para consolidar uma sociedade mais justa, digna e comprometida com o pleno exercício da cidadania.
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    Erros/deficiências: C1: alguns desarranjos de norma-padrão (ex.: “O Príncipe”, uso de aspas incorreto e pontuação; concordância em “a honra à prática” não ocorre). Sugestão: revisar com frases curtas, manter concordância: “a corrupção sistêmica e a falta de transparência”. C2/C3: desenvolvimento amplo, mas poderia fechar o tema com exemplos locais mais específicos e não apenas teóricos (ex.: políticas públicas atuais). C4: conectivos presentes, porém a transição entre ideias é por vezes truncada; priorize conectivos de causalidade/contraste: “porém”, “portanto”, “além disso”. C5: intervenção estruturada, com agência/ação/meio/finalidade, mas detalhar mais a finalidade e indicadores de avaliação facilita a mensuração (ex.: metas de transparência, prazos, responsáveis). Sugestões de reescrita: introdução objetiva, desenvolvimento com dados, conclusão com proposta de intervenção com metas e responsáveis.

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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Por babaloo
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#172005
Avaliação da Redação

Competência 1 – Domínio da Norma-Padrão da Língua Portuguesa: 160
- Pontos fortes: registro formal adequado, vocabulário preciso, concordâncias generalizadas.
- Observações: há alguns deslizes gramaticais e repetições desnecessárias que prejudicam a fluidez em trechos curtos; erros de regência/emprego de termos aparecem de modo pontual, não comprometendo o sentido global, mas impactando a norma-padrão em partes específicas.

Competência 2 – Compreensão do tema e aplicação interdisciplinar: 200
- O texto aborda dinamização da integridade pública e suas implicações, conectando teoria política (Maquiavel, Weber, Montesquieu) a políticas públicas brasileiras contemporâneas.
- Estrutura dissertativo-argumentativa clara: introdução, desenvolvimento com referências históricas e teoria, e conclusão com propostas.

Competência 3 – Seleção, organização e interpretação de informações: 200
- Uso de fontes teóricas (Maquiavel, Weber, Montesquieu) e dados recentes (Índice de Percepção da Corrupção) para sustentar argumentos.
- Argumentação coesa, progresso lógico, e ligações entre causas históricas, problemas atuais e soluções propostas.

Competência 4 – Coesão e coerência: 200
- Emprego adequado de conectivos e marcadores de ideia ( Assim, Portanto, Além disso, Diante disso ) que mantêm a progressão lógica.
- Relação entre parágrafos está clara; transições suaves entre diagnóstico, fundamentação teórica e propostas.

Competência 5 – Proposta de intervenção (agente, ação, meio, finalidade): 200
- Proposta detalha agentes (Governo Federal, órgãos de controle, sociedade civil), ações (fortalecer Lei de Acesso, ampliar sistemas digitais, valorizar CGU, incentivar auditorias independentes), meios (fiscalização, indicadores) e finalidade (transparência, eficácia, cidadania).
- Elementos presentes com nível adequado de detalhamento, articulados com o tema.

Resumo dos pontos fortes:
- Contextualização histórica bem apresentada, articulando teoria e realidade brasileira.
- Proposta de intervenção robusta, alinhada aos direitos humanos e à temática de integridade
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