A princípio, é pertinente destacar a insuficiência da ação estatal. Sob essa perspectiva, o filósofo Nicolau Maquiavel afirma que os governantes norteiam suas decisões pela lógica da preservação do poder, relegando o bem comum a um plano secundário. Nessa forma, de autoproteção, instala-se um quadro de descuido político: o preconceito linguístico até o presente é praticado, em outras palavras, percebe-se que políticas voltadas a essa pauta, não geram retorno eleitoral relevante aos políticos. Além disso, a agenda pública é frequentemente moldada por interesses econômicos de grupos financeiramente privilegiados, que pressionam o Estado a priorizar demandas lucrativas, relegando questões menos rentáveis, como a descriminação linguística, por consequente, perpetua-se a carência dessa problemática, sustentando um ciclo vicioso de negligência.
Ademais, pode-se afirmar que a passividade da população contribui significativamente para a manutenção dos obstáculos que esse grupo social sofre referente ao seu sotaque herdado. Conforme a reflexão de Oswald Sanders, "os olhos que olham são comuns; olhos que veem são raros". Sob esse prisma, tal reflexão se confirma ao observar a realidade do país, marcada por uma atitude de indiferença e desinteresse diante das questões sociais. Grande parte da sociedade presencia os problemas que a cercam sem compreendê-los em profundidade ou agir para transformá-los. Logo, essa postura coletiva de desatenção contribui para perpetuar a exclusão esses grupos vulneráveis, evidenciando a urgência de romper com essa naturalização desse empecilho.
Depreende-se, portanto, que os desafios relacionados ao preconceito linguístico, configuram uma questão de alta relevância social e devem ser mitigados com urgência. Para isso, cabe ao Ministério Público — órgão responsável pela defesa dos interesses sociais — pressionar o Estado a desenvolver projetos que concretize a população, por meio da fiscalização da aplicação de recursos públicos e da criação de parcerias com instituições educacionais e tecnológicas. Assim, será possível reduzir desigualdades e promover uma inclusão efetiva, contribuindo para a construção de uma nação mais justa e igualitária.
-
C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
-
C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
-
C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
-
C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
-
C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: 1) Norma padrão: grafias incorretas (descriminação), usos inadequados de termos técnicos e citação sugerida sem verificação (Nicolau Maquiavel, Oswald Sanders) prejudicam a correção; ajuste: revisar ortografia e atribuições históricas com fontes confiáveis. 2) Tema: abordagem geral, sem dados nacionais ou exemplos específicos; melhoria: incluir exemplos reais de preconceito linguístico (variações regionais, escolarização). 3) Organização: introdução pouco clara e transições foram superficiais; use conectivos explícitos (além disso, contudo, entretanto) para manter coerência. 4) Coerência/Conectivos: algumas frases longas dificultam a progressão; reestruture com frases mais curtas e conectivos temporais/causais. 5) Intervenção: contém todos os elementos (agente, ação, meio, finalidade), mas pode detalhar mais: especificar mecanismos de fiscalização, metas mensuráveis e duração da política pública.
Para receber uma correção mais robusta e completa, com comentários detalhados, ative o Selo de Apoiador clicando em Desbloquear (acima), ou conquiste o Selo de Prioritário interagindo com outros usuários.