Um dos fatores que explica a persistência do problema é a naturalização histórica da violência de gênero, enraizada em um sistema patriarcal que legitima a submissão feminina. Desde o período colonial, a sociedade brasileira se estruturou sob valores que reforçam a autoridade masculina dentro do espaço doméstico e público, perpetuando comportamentos abusivos. Assim, agressões físicas, psicológicas e simbólicas ainda encontram espaço em relações cotidianas, muitas vezes sendo silenciadas ou justificadas por crenças culturais.
Ademais, a fragilidade do aparato estatal contribui para a perpetuação da violência. Embora haja legislações robustas, sua aplicação encontra obstáculos na falta de delegacias especializadas, na carência de abrigos para mulheres em situação de risco e na morosidade do sistema judiciário. Além disso, a subnotificação dos casos — resultado do medo, da dependência financeira e da descrença nas instituições — reforça a invisibilidade da problemática. Tal cenário evidencia que, sem políticas públicas amplas, preventivas e educativas, a violência de gênero continuará sendo um ciclo difícil de romper.
Portanto, a violência contra a mulher persiste no Brasil devido à permanência de valores patriarcais e à insuficiência de medidas estatais efetivas. Para mitigar esse quadro, é necessário que o Governo Federal, em parceria com os estados, amplie a rede de proteção à mulher, com investimentos em casas-abrigo, delegacias especializadas e equipes multidisciplinares de acolhimento. Paralelamente, o Ministério da Educação deve incluir, desde a educação básica, disciplinas que abordem igualdade de gênero e respeito, de modo a desconstruir estigmas culturais. Assim, será possível combater as raízes estruturais da violência e garantir a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Trechos problemáticos: comp1 – “tem se traduzido” (sugere-se “tem-se traduzido” ou “tem-se traduzido”); comp4/demais – uso adequado de conectivos aparece, porém vale diversificar para evitar repetição. Sugestões: melhorar a fluidez com variações como “conquanto as leis existam, ainda” e evitar repetição de termos. Comp5 – proposta de intervenção é detalhada: agentes, ações, meios e finalidade presentes. Poderia acrescentar metas temporais (ex.: “em 5 anos”) e indicadores de sucesso para maior mensurabilidade. Reescrita sugerida: incluir metas, prazos e avaliação de impacto para as ações governamentais e educativas.
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Competência 1 – Domínio da Norma-Padrão da Língua Portuguesa: 200
- Erros mínimos / transitórios bem encaixados na leitura; fluidez, concordância e pontuação adequadas na maior parte do texto. Pequenos ajustes não comprometem a norma padrão.
Competência 2 – Compreensão do tema e aplicação de conceitos: 200
- Toma o tema da violência contra a mulher e dialoga com conceitos de gênero, construção social e marco legal. Estrutura dissertativa-argumentativa clara (introdução, desenvolvimento em dois blocos, conclusão) com relacionamento entre ideias.
Competência 3 – Seleção, organização e interpretação de informações: 200
- Harmonia entre referências históricas (patriarcado, colonial), dados legais (Lei Maria da Penha, Lei do Feminicídio) e problemas de implementação. Argumentação coerente e bem organizada com progressão lógica.
Competência 4 – Coesão e coerência (conectivos): 200
- Uso adequado de conectivos para articular ideias (além disso, portanto, contudo, paralelamente, assim). Progressão temática consistente entre parágrafos.
Competência 5 – Proposta de intervenção (direitos humanos): 200
- Proposta com agentes (Governo Federal, estados, Ministério da Educação), ações (ampliar rede de proteção, investir em casas-abrigo, delegacias especializadas, equipes multidisciplinares; inclusão de educação sobre igualdade de gênero), meios e finalidades claramente delineados. Detalhamento suficiente para os quatro elementos.
Comentário da leitora (único parágrafo, até 500 caracteres):
Você articula bem o tema, conectando construção histórica, leis existentes e falhas de implementação. Gostei da clareza entre diagnóstico e proposta de intervenção, com foco na educação e na atuação institucional. Fique atento a ampliar exemplos concretos de resultados esperados (indicadores). Mantém-se firme a ideia de que mudança estrutural passa por educação e serviços qualificados. Parabéns pela organização e pela direção de argumentação.