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Por walace
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#83092
O livro "O quinze", da escritora brasileira Raquel de Queiroz, retrata a dificuldade vivida por uma família nordestina, a qual, devido à falta de recursos financeiros, não consegue registrar seus filhos no cartório. Fora do campo literário, observando o atual cenário nacional, nota-se a presença de obstáculos na garantia da cidadania e do registo civil como um desafio a ser combatido, semelhante à situação apresentada na obra. Nessa ótica, a desigualdade econômica, bem como a inércia estatal são consideradas fatores agravantes dessa problemática.

Diante desse cenário, é importante analisar a questão da disparidade financeira como impulsionadora desse impasse. Nessa perspectiva, conforme a Constituição Federal de 1988, é direito de toda a coletividade a garantia da cidadania. No entanto, embora seja um importante documento para a legislação brasileira, a norma não é executada, visto que as pessoas que não possuem recursos monetários, as quais, em sua maioria são negras e pardas, não conseguem adquirir o principal registro do cidadão: a certidão de nascimento. Consequentemente, sem a posse dessa documentação, essa parcela da sociedade são invisibilizadas não só pela população, mas, principalmente, pelo Estado, o que corrobora na impossibilidade de acessar os direitos sociais, como educação e lazer. Dessa forma, enquanto a desigualdade econômica for colocada em primeiro plano, o problema não será mitigado.

Ademais, é fundamental analisar a inoperância da máquina pública como perpetuadora desse entrave. Nesse contexto, segundo o pensador Thomas Hobbes, filósofo do período absolutista, é de responsabilidade do governo assegurar o pleno bem-estar do tecido social. Contudo, a teoria apresentada não é aplicada na prática, uma vez que, ainda que exista a lei n° 9 543, a qual tornou gratuito o registro de nascimento, é notório a ineficácia dessa lei e a pouca participação estatal no combate dessa problemática. Desse modo, é indispensável a colaboração governamental a fim de interromper o avanço do número de cidadãos sem suas devidas documentações.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de uma intervenção de modo a sanar essa questão. Logo, cabe ao Poder Executivo - figura responsável pela aplicabilidade das leis no Brasil -, estimular a aplicação da lei n° 9543, por meio de eventos sociais, como mutirões comunitários. Essa ação que ocorrerá nas regiões mais carentes do país tem como finalidade assegurar a todos os cidadãos o direito à cidadania e ao registro civil e, assim, tirar essa temática da invisibilidade. Assim, situações semelhantes ao livro "O quinze" se restringirão somente a literatura.
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Por Fortes
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#83122
Boa redação, Walace! Porém, o seu argumento relacionado à "disparidade econômica" fugiu um pouco da problematização necessária. A desigualdade de renda, com certeza, é um obstáculo pertinente a se destacar, mas não em relação ao adquirimento da certidão de nascimento como você mencionou. Isso, inclusive, foi contraposto no seu próximo desenvolvimento, o que deixa o seu projeto argumentativo, ainda mais, confuso.

Perceba:
"visto que as pessoas que não possuem recursos monetários, as quais, em sua maioria são negras e pardas, não conseguem adquirir o principal registro do cidadão: a certidão de nascimento."

Esse é um segmento de período do seu desenvolvimento 1. Nele, você demonstra, pelo menos na minha interpretação, que o problema está na falta de recursos monetários para a compra do registro, sendo que ele, nesse momento, é absolutamente gratuito a todos. Por isso, então, esse parágrafo tornou-se contraditório com o outro, o que implica redução de nota na C3.

Além disso, existem alguns problemas de C1: regência verbal, falha de estrutura sintática (ausência de elemento), algumas vírgulas impróprias e, também, colocação pronominal inadequada. Esses, pelo menos, foram os que notei.

Fora isso, parabéns pelo texto. Com certeza, a sua nota será muito boa e, inclusive, surpreendente. Estou na torcida pelo 900+! :D
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Por walace
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#83129
@eurodrigo
Bom dia, amigo. Concordo com o que você falou sobre o D1, não era a minha primeira opção. Ia falar de invisibilidade social usando Djamila Ribeiro, mas a argumentação não estava fluindo e comecei a perder muito tempo na redação. Em relação a contradição com o D2, não me passsou pela cabeça no momento que eu escrevi, espero que os corretores sejam bonzinhos comigo kkkk.
C1 já é de praxe, ainda mais sob pressão.
Agradeço pelas suas correções durante essas semanas. Volto pra contar meu resultado quando sair as notas. Boa sorte!
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Por Mylike
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#84026
parabéns!
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