Em primeiro lugar, cabe pontuar que o impacto da IA difere das automações passadas por atingir, majoritariamente, o setor de serviços e o trabalho intelectual. Funções administrativas, de atendimento e até de análise de dados estão sendo substituídas por algoritmos capazes de operar ininterruptamente e com menor margem de erro. Esse cenário gera o chamado desemprego estrutural, em que postos de trabalho desaparecem em definitivo. Consequentemente, trabalhadores que realizam tarefas repetitivas enfrentam a obsolescência profissional, empurrando uma parcela significativa da população para a informalidade ou para a inatividade econômica.
Por outro lado, a tecnologia não deve ser encarada apenas como uma força destrutiva, mas como um mecanismo de simbiose profissional. A IA funciona como um "copiloto", assumindo demandas burocráticas e liberando o capital humano para exercer competências intrinsecamente humanas, como a criatividade, a empatia e o pensamento crítico. O grande entrave econômico, contudo, reside no "apagão de mão de obra qualificada": enquanto sobram vagas em tecnologia e engenharia de dados, falta capacitação técnica para a maioria dos desempregados. Essa assimetria educacional aprofunda a desigualdade de renda e marginaliza quem não teve acesso à alfabetização digital.
Portanto, medidas urgentes são necessárias para mitigar os impactos negativos da Inteligência Artificial no ambiente laboral. Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, formular políticas de requalificação profissional em larga escala, por meio de cursos técnicos gratuitos em tecnologia e inteligência artificial voltados a trabalhadores vulneráveis. Além disso, o Poder Legislativo deve regulamentar o uso corporativo dessas ferramentas, estabelecendo limites éticos para evitar demissões arbitrárias e garantir que os lucros gerados pela automação financiem redes de proteção social. Somente assim a IA atuará como um vetor de progresso coletivo, e não de exclusão.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais ajustes: 1) Norma padrão: há ênfase excessiva em termos técnicos sem variação de estruturas, e algumas repetições (e.g., “Inteligência Artificial (IA)”/“IA” inconsistente). Sugestão: padronizar para IA ou IA/Inteligência Artificial ao longo do texto; revisar pontuação para evitar vírgulas desnecessárias. 2) Tema/proposta: excelente abordagem, introdução clara, desenvolvimento equilibrado e conclusão direta, mas foque na relação entre impactos positivos/negativos com exemplos mais precisos. 3) Coerência/coesão: conectivos usados corretamente; manter progressão lógica entre ideias em cada parágrafo e entre parágrafos (revisar transições). 4) Intervenção: boa determinação de agentes, ações e fins; detalhar um pouco mais o meio (ex.: tipos de cursos, duração) para fortalecer a viabilidade da proposta.
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