Por Alysson6899
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#82970
Em ``Memórias Póstumas´´, obra que inaugura o realismo na literatura brasileiro, Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, profere que nunca teve filhos e tampouco transmitiu a alguma criatura o legado da nossa miséria. Tal posição, decerto, seria corroborada pelo autor no Estado brasileiro pós-moderno, uma vez que o direito à cidadania ainda não atinge a totalidade do corpo social, visto que a invisibilidade relacionada à documentação pessoal reflete uma das faces mais perversas de uma sociedade que se encontra em desenvolvimento, seja pela ausência de ações legislativas, seja pela má influencia educacional.

A princípio, é relevante abordar a inércia governamental e o seu efeito no impasse. Nesse sentido, conforme o ``Pacto Social´´, do contratualista John Rawls, o Estado deve proporcionar meios que auxiliem o progesso de toda a coletividade. Entretando, é evidente o rompimento desse contrato, visto que o governo possui, por muita das vezes, um papel inerte e não direciona um devido olhar as ações que poderiam erradicar a exclusão relacionada à certidão de nascimento, como a criação de programas de apoio com informações pertinentes sobre a documentação pessoal, principalmente em áreas periféricas. Logo, enquanto houver negligência por parte do governo, a cidadania só tende a ser um direito distante da realidade de muitos brasileiros.

Ademais, outro fator é responsável pela invisibilidade associada ao registro de nascimento: a defasagem escolar. Nessa lógica, consoante o pensamento do educador brasileiro, Rubem Alves, os colégios podem ser comparados a asas ou a gaiolas, ou seja, podem proporcionar condições de voo ou alienação. Seguindo essa linha de raciocínio, as escolas funcionam como gaiolas, pois permitem que os alunos fiquem desprovidos de informações pertinentes, como a importância da documentação pessoal. Dessa forma, enquanto o direito civil for limitado apenas para uma parte da sociedade, o Brasil só tende a regredir como um país democrático.

Portanto, fica evidente que a exclusão associada à certidão de nascimento é um entrave que precisa ser solucionado. Para isso, o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da cidadania, deve propor a criação de um programa: ``Existe Pessoa? Existe Cidadão!´´, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, a fim de mobilizar o corpo social, abordando as mais diversas vertentes que a questão do registro civil exige. Tal programa deve ser lecionado em instituições públicas e periferias através de advogados e pedagogos capacitados no assunto. Assim, talvez, o pensamento pessimista de Machado possa ser vencido, o governo consertado e a exclusão associada á cidadania, erradicada
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Por anaclaradll
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#83189
Minha breve opinião sobre a sua redação:

INTRO: Perfeita, sem desvios. Amei que tu citou Machado, de uma forma bem original, pelo menos que eu nunca tinha visto;
D1: ÓTIMO, apenas pequenos erros de escrita;
D2: Acredito que poderia ter sido mais aprofundado.
CONCLUSÃO: Bem completa.

As notas seriam:
C1 = 160
C2 = 160
C3 = 160
C4 = 200
C5 = 160
Total = 840
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