- 30 Nov 2021, 03:21
#83410
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5°, direito à igualdade como inerente a toda indivíduo brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando observamos a dificuldade de garantia de acesso à cidadania no Brasil. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos dados que favorecem este quadro.
Em uma primeira análise, cabe ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a dificuldade de garantia de acesso à cidadania no Brasil. Nesse sentido, mais de 2,5 milhões de pessoas não possuem registro de nascimento no país, de acordo com o IBGE, em uma pesquisa realizada em 2015. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se uma violação do "contrato social", já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos sociais indispensáveis como a igualdade, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, consoante o sociólogo Pierre Bordieu, define-se hábito como a maneira na qual a sociedade influencia o indivíduo em seu modo de agir e pensar. Sob esse prisma, convém ressaltar a pífia formação socioeducacional e sua visão em relação à dificuldade de acesso à garantia no Brasil. Diante de tal exposto, podemos evidenciar o elevado número de pessoas sem registro de nascimento, e que mesmo após a Lei N° 9 534 de 1997 que tornou este registro gratuito, os índices são altos, mostrando que este problema não se deve apenas pela dificuldade financeira. Portanto, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve atuar em favor da população, acolhendo e valorizando todas as pessoas, por intermédio da criação de leis públicas e órgãos responsáveis, visando minimizar e extinguir a dificuldade de acesso à cidadania no Brasil. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado cumpre seu "contato social", tal como afirma John Locke.
Em uma primeira análise, cabe ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a dificuldade de garantia de acesso à cidadania no Brasil. Nesse sentido, mais de 2,5 milhões de pessoas não possuem registro de nascimento no país, de acordo com o IBGE, em uma pesquisa realizada em 2015. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se uma violação do "contrato social", já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos sociais indispensáveis como a igualdade, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, consoante o sociólogo Pierre Bordieu, define-se hábito como a maneira na qual a sociedade influencia o indivíduo em seu modo de agir e pensar. Sob esse prisma, convém ressaltar a pífia formação socioeducacional e sua visão em relação à dificuldade de acesso à garantia no Brasil. Diante de tal exposto, podemos evidenciar o elevado número de pessoas sem registro de nascimento, e que mesmo após a Lei N° 9 534 de 1997 que tornou este registro gratuito, os índices são altos, mostrando que este problema não se deve apenas pela dificuldade financeira. Portanto, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve atuar em favor da população, acolhendo e valorizando todas as pessoas, por intermédio da criação de leis públicas e órgãos responsáveis, visando minimizar e extinguir a dificuldade de acesso à cidadania no Brasil. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado cumpre seu "contato social", tal como afirma John Locke.
- 08 Dez 2021, 00:52
#83690
- 09 Dez 2021, 11:14
#83719
Aqui está a minha análise da sua redação:
Creio que sua redação está boa, porém, em alguns pontos, senti falta de uma argumentação completa, pois você apresentou vários repertórios socioculturais e, mesmo assim, não me convenceu, já que esses estavam pouco relacionados com a defesa do ponto de vista.
Penso, também, que você apresentasse mais os termos “invisibilidade” e “registro civil” na sua redação, porque você apenas falou sobre o “acesso à cidadania no Brasil” o que eu achei vago.
Mas esses foram os únicos pontos que você pode melhorar, posto que o seu português, a sua coesão e a sua proposta de intervenção estão bem elaborados. Parabéns e um abraço!
Creio que sua redação está boa, porém, em alguns pontos, senti falta de uma argumentação completa, pois você apresentou vários repertórios socioculturais e, mesmo assim, não me convenceu, já que esses estavam pouco relacionados com a defesa do ponto de vista.
Penso, também, que você apresentasse mais os termos “invisibilidade” e “registro civil” na sua redação, porque você apenas falou sobre o “acesso à cidadania no Brasil” o que eu achei vago.
Mas esses foram os únicos pontos que você pode melhorar, posto que o seu português, a sua coesão e a sua proposta de intervenção estão bem elaborados. Parabéns e um abraço!
- 09 Dez 2021, 15:03
#83731
Bielzin escreveu:Muito obrigado!! Vou trabalhar bastante nisso!! @JoaoPedro72Por nada! Desejo o melhor para você e seus estudos!
- 11 Dez 2021, 12:02
#83764
Correção flash • Modelo ENEM
Usuário: @Bielzin
C1 (160) • Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
C2 (160) • Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
C3 (120) • Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
C4 (200) • Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
C5 (200) • Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota: 840
Usuário: @Bielzin
C1 (160) • Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
C2 (160) • Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
C3 (120) • Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
C4 (200) • Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
C5 (200) • Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota: 840
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