Por LucasFerrari
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#83714
Ser cidadão vai além de habitar terras sob o regime de um estado. Trata-se de uma relação identitária construída entre esse estado e o indivíduo. É sobre ser parte contribuinte e pertencente de um todo, uma nação. Contudo, nem sempre essa relação é estabelecida em sua totalidade. Em se tratando de parcelas pobres e grupos minoritários, muitos sequer têm acesso a direitos fundamentais mencionados na constituição de 1988, como alimentação, saúde e moradia, sem contar aqueles que não possuem registro civil, e encontram-se em literal invisibilidade social. Diante desse contexto, é fundamental avaliar os cenários que corroboram para estes problemas bem como elaborar uma postura combativa à essa situação.

Em primeiro plano, vale mencionar o impacto da desigualdade e segregação social na criação de uma noção de cidadania. No filme “O preço do amanhã” é retratada uma realidade em que a economia baseia-se em tempo de vida. Cada indivíduo possui em seu pulso um cronômetro que indica quanto tempo resta a cada um, de modo que grande parte da população sobrevive na periferia, sempre no limiar entre vida e morte, rotuladas e invisíveis aos habitantes da grande cidade, são descartáveis. Do mesmo modo ocorre em nossa sociedade; a gentrificação torna pessoas em objetos descartáveis, e o olhar para aqueles que encontram-se marginalizados e excluídos inexiste.

Ademais, a falta de acesso à saúde, informação e garantias básicas como hospitais acessíveis leva a existência de um grande contingente socialmente carente e excluso. De fato, a persistência de cidadãos não registrados formalmente se deve ao impacto da desinformação e o afastamento de comunidades carentes à maternidades e hospitais, de modo que a ocorrência de nascimentos em locais inadequados colabora para a existência de indivíduos sem registro formal.

Assim, a falta de acesso à cidadania origina-se na ineficácia da garantia de acesso a direitos fundamentais, como saúde, renda e educação. É fundamental ao estado a distribuição mais ampla de unidades responsáveis pelo registro civil, como cartórios e maternidades, além da ampliação do acesso à renda, por meio da profissionalização de indivíduos e disponibilidade de empregos, de modo que os antes invisíveis, agora ganhem cores.
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Por LucasFerrari
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#83716
@eurodrigo poderia dar uma olhada?
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Por celosilva
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#84452
Bom repertório da Constituição
Gentrificação... faltou explicar brevemente o conceito e qual a relação com o tema. Deixou essa passagem imprecisa. Sugestão: reformular esse final do parágrafo.
Bom repertório do filme (legitimado, pertinente, mas de uso pouco produtivo). Qual a relação do filme com a segregação? Precisaria desenvolver melhor
“se deve ao (...) afastamento de comunidades carentes à maternidades e hospitais, de modo que a ocorrência de nascimentos em locais inadequados colabora para a existência de indivíduos sem registro formal.” Como você provaria isso? É a geografia a responsável pela falta de registros? Repense... Ficou pouco consistente essa argumentação.
Bons conectivos, mas alguns repertórios usados ficaram deslocados nos parágrafos.
Boa intervenção.

C1: 200
C2: 200
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C5: 200

Nota: 880
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