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Por Moura
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No filme “Procurando o Nemo”, dirigido por Andrew Stanton, é possível ver que durante a procura por seu filho Marlim, o peixe palhaço, acaba sendo capturado e alocado em um aquário, onde vivem outros peixes, no consultório de um dentista. Esses peixes que viviam lá, se mostram desesperados, arriscando a própria vida para voltar ao mar, isso pelo medo de serem mortos pela sobrinha do dentista que os pegava como se fossem brinquedos. Saindo das telas de cinema, a situação se repete com os animais em geral, a forma como são levados como seres inanimados e atrações interessantes para humanos em lazer, fazem com que suas vidas valham tanto quanto um desenho animado.

É relevante abordar, primeiramente, que o desrespeito animal se inicia no momento em que ele é retirado de seu habitat natural, de forma violenta, para se tornar vitrine de zoológico. Mesmo sendo alimentado, cuidado e tendo ali um espaço só dele, a quantidade de pessoas e o barulho da civilização fazem com que os animais se encontrem em situação de estresse, acabando em ações violentas e por vezes levando a culpa. Levantando o exemplo do gorila, Harambe, que foi morto após um menino cair em sua área, em um zoológico nos Estados Unidos. Uma irresponsabilidade humana, causou a morte de uma espécie em extinção, de forma cruel, e sem motivo algum.

É lícito citar a frase do filósofo e jornalista, Richard David Precht “Quanto mais poder se possui sobre as coisas, menos respeito se tem a elas”, ao citar “coisa” o filósofo entra na cabeça do dono de um zoológico em relação aos seus animais, coisas, serão mortos, despachados e abandonados quando não puderem mais abastecer seu bolso. Como o caso da Lolita, a baleia abandonada a Cinquenta anos, em um tanque pequeno, sofre de queimaduras e hematomas pela violência que sofre com seus companheiros de tanque. O animal por não andar sobre duas pernas e não falar como os seres humanos, são tratados como objetos com valor limitado, só recebendo o seu devido valor quando são extintos e estampados em outdoors, nesses momentos são vistos e lembrados como seres únicos.

Torna-se evidente, portanto, que o zoológico é sim um ambiente de desrespeito ao animal, eles podem ser vistos e apreciados, mas em suas casas, de longe, ou em ongs e instituições que cuidam dos animais feridos, até que possam voltar ao seu lar. As propagandas de zoológico, diversão em família, deveriam ser substituídas por propagandas de trilhas e excursões, para que, a uma certa distância, as pessoas possam ver os animais sem os afetar. Se a vida real tenha que se relacionar com um filme que seja “O Rei Leão”, espécie contra espécie, não humanos contra animais.
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