- 26 Out 2023, 22:02
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Em sua obra "Ensaio sobre a cegueira", José Saramago faz uma crítica à falta de altruísmo e cooperação da sociedade moderna, em que as pessoas se preocupam cada vez menos com a coletividade à medida que vão ficando cegas. Ao transpor a ficção e analisar a atual conjuntura brasileira, percebe-se que a obra exemplifica a realidade, uma vez que ainda há desafios para a doação de sangue no país. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência estatal e a desinformação impulsionam essa problemática.
Primeiramente, nota-se a inoperância governamental como fator agravante da falta de doadores no Brasil. Nesse viés, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população, porém, ao não promover a doação por meio de campanhas e discussões abertas ao público, mostrando os benefícios de tal ato, a máquina pública não cumpre seu papel. Além disso, ao negligenciar o tema, também acaba privando muitos cidadãos, principalmente os em situação de risco, como hemofílicos e acidentados, do direito à saúde, previsto na Constituição, e colocando-os em possível situação de morte.
Ademais, a escassez informacional é outro fator a ser debatido. De acordo com Naura Faria, chefe do hemocentro do Rio de Janeiro, ainda há muita desinformação circulando o tema, corroborando o baixo número de doadores. Logo, um passo importante a ser dado é o combate às falsas informações e disseminar as vantagens da doação de sangue, para que a população seja conscientizada e livrada de estigmas e mitos ainda persistentes. Dessa forma, é imprescindível combater a ignorância a respeito da questão, visto que é uma das causas principais do problema.
Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas para mudar esse cenário. Sabendo disso, é necessário que o Governo, por meio de verbas disponibilizadas pelo Tribunal de Contas da União, responsável pela fiscalização contábil no país, promova campanhas de cunho informacional nas mídias sociais mais usadas, como Instagram, e argumentações nas escolas com a participação de especialistas na área da saúde, a fim de incentivar e aumentar o número de doadores, reduzindo os desafios para a doação de sangue no território nacional. Assim, à luz do pensamento de Saramago, poderemos mitigar a cegueira moral que permeia essa questão, aumentando a atuação governamental e acabando com a desinformação.
Primeiramente, nota-se a inoperância governamental como fator agravante da falta de doadores no Brasil. Nesse viés, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população, porém, ao não promover a doação por meio de campanhas e discussões abertas ao público, mostrando os benefícios de tal ato, a máquina pública não cumpre seu papel. Além disso, ao negligenciar o tema, também acaba privando muitos cidadãos, principalmente os em situação de risco, como hemofílicos e acidentados, do direito à saúde, previsto na Constituição, e colocando-os em possível situação de morte.
Ademais, a escassez informacional é outro fator a ser debatido. De acordo com Naura Faria, chefe do hemocentro do Rio de Janeiro, ainda há muita desinformação circulando o tema, corroborando o baixo número de doadores. Logo, um passo importante a ser dado é o combate às falsas informações e disseminar as vantagens da doação de sangue, para que a população seja conscientizada e livrada de estigmas e mitos ainda persistentes. Dessa forma, é imprescindível combater a ignorância a respeito da questão, visto que é uma das causas principais do problema.
Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas para mudar esse cenário. Sabendo disso, é necessário que o Governo, por meio de verbas disponibilizadas pelo Tribunal de Contas da União, responsável pela fiscalização contábil no país, promova campanhas de cunho informacional nas mídias sociais mais usadas, como Instagram, e argumentações nas escolas com a participação de especialistas na área da saúde, a fim de incentivar e aumentar o número de doadores, reduzindo os desafios para a doação de sangue no território nacional. Assim, à luz do pensamento de Saramago, poderemos mitigar a cegueira moral que permeia essa questão, aumentando a atuação governamental e acabando com a desinformação.