Convém destacar que a ausência de políticas públicas eficazes constitui um dos principais obstáculos para resolver a crise na saúde. Nesse sentido, a obra Enfermaria 6, do médico e escritor Drauzio Varella, evidencia que o sistema, embora formalmente estruturado, apresenta falhas graves na rotina dos hospitais públicos. Desse modo, a inação do Estado gera baixa produtividade social no combate ao impasse, perpetuando e invisibilizando o problema nas agendas políticas. Portanto, esse descaso institucional amplia as desigualdades no acesso aos serviços e fragiliza a confiança popular na gestão pública.
Ademais, atitudes negligentes e a falta de solidariedade agravam ainda mais a situação, impactando pacientes e profissionais da área. Sob essa perspectiva, o filósofo Michel Foucault alerta, em O poder e o saber na medicina, que “poder e conhecimento caminham juntos, moldando as práticas e as relações sociais na esfera da saúde”, ressaltando a necessidade de uma ética comprometida com a dignidade humana. Assim, a ausência dessa responsabilidade reduz a circulação de informações essenciais, dificultando a formação de uma consciência crítica e a mobilização social. Consequentemente, a invisibilidade do quadro enfraquece a capacidade da população de exigir mudanças estruturais.
Diante desse cenário, torna-se urgente a implementação de medidas para reverter essa situação, agravada pela negligência estatal e social. Para isso, o Ministério da Saúde — órgão responsável por formular e implementar políticas públicas — deve revisar o programa nacional de saúde pública e lançar, no prazo de 12 meses, campanhas regionais de conscientização voltadas a adolescentes e comunidades de baixa renda. Essas ações deverão ser veiculadas mensalmente nas redes sociais e na televisão, com o apoio de influenciadores digitais e escolas públicas. O objetivo é reduzir em 30% as desigualdades no acesso aos serviços, aumentar a taxa de utilização desses serviços e fomentar maior participação cívica. Para fortalecer a eficácia, recomenda-se estabelecer indicadores de avaliação, orçamento estimado e definição clara dos responsáveis, como as Secretarias Estaduais de Saúde. Dessa forma, a denúncia presente na canção “Que país é esse” poderá deixar de representar a realidade brasileira, tornando-se um passado superado pela ação conjunta do Estado e da sociedade.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais problemas: Competência 1 apresenta leve insegurança na norma (pequenos desvios de pontuação e estilo) em trechos como “Como consequência, esse descaso institucional amplia...” e uso de conectivos em alguns trechos que podem soar repetitivos. Sugestão: revisar pontuação com pausas adequadas e evitar vírgulas excessivas: “A canção Que país é esse denuncia... Além disso, esse contexto está ligado à crise do sistema público de saúde.” Erros de coerência mínima não se observam; as demais competências estão bem atendidas. Competência 2,3 e 4: uso consistente de fontes (Legião Urbana, Drauzio Varella, Foucault) e conectivos eficientes; estruturas de introdução, desenvolvimento e conclusão estão presentes. Competência 5: a intervenção está bem especificada (agente: Ministério da Saúde; ação: revisar programa, campanhas; meio: redes sociais, TV; finalidade: reduzir desigualdades), com indicadores e responsável, o que atende plenamente a demanda. Sugestões de melhoria prática: manter o foco no tema “saúde pública”, reduzir citações diretas excessivas, fortalecer a linha de argumentação com dados locais. Proposta de intervenção mais detalhada: incluir metas numéricas e prazos por etapa para facilitar avaliação. Ex.: “em 12 meses, reduzir 20% de filas de espera e aumentar vacinação em X%”.
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- Competência 1 (Norma-Padrão): 160
Principais pontos: uso adequado da norma, com alguns deslizes: “Esse cenário” correto; há repetição “desse modo” adequado; há um uso quase adequado de conectores; há alguns lapsos menores de pontuação e escolhas vocabulares. Não há erros graves que comprometam a compreensão geral, mas existem falhas de registro em alguns trechos.
- Competência 2 ( compreensão do tema e organização): 160
Pontos fortes: introdução clara ao tema da saúde pública, contextualização com fontes (Legião Urbana, Drauzio Varella, Foucault), desenvolvimento com causas (omissão estatal, solidariedade), conclusão com propostas. Observação: faltou aprofundar mais contrapontos e ampliar a ligação entre ideias ao longo do texto.
- Competência 3 (seleção, organização e interpretação de informações): 160
Pontos fortes: uso de referências para fundamentar argumentos; sequência lógica entre causas e consequências; há uma progressão coesa. Poderia ter mais dados/estatísticas locais para robustecer os argumentos.
- Competência 4 (coesão e coerência): 160
Pontos fortes: uso de conectivos (além disso, desse modo, portanto). A progressão lógica é clara. Alguns trechos poderiam ter melhor encadeamento entre ideias para maior fluidez.
- Competência 5 (proposta de intervenção): 200
A proposta atende aos elementos: agente (Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais), ação (revisar programa, campanhas, veiculação), meio (redes sociais, televisão, escolas, apoio de influenciadores) e finalidade (reduzir desigualdades, aumentar uso, participação cívica). As metas são claras, com prazo e indicação de avaliação, atendendo aos requisitos.
Comentário final (em primeira pessoa, único parágrafo): Vi que você conectou bem a crítica social com a necessidade de ação pública, apoiando argumentos em fontes relevantes e propondo medidas viáveis. Pequenas melhorias na coesão entre parágrafos e alguns ajustes de norma poderiam elevar ainda mais a qualidade. Continue articulando fontes com dados e fortalecendo a objetividade das metas