Em primeiro plano, destaca-se a insuficiência das políticas públicas voltadas ao idoso. Muitos enfrentam dificuldades de acesso à saúde especializada, longas filas no sistema público e carência de serviços geriátricos e gerontológicos. Tal cenário é agravado pela presença de doenças crônicas, que demandam acompanhamento contínuo e oneram tanto as famílias quanto o Estado. Assim, a ausência de investimento adequado compromete não apenas a longevidade, mas o bem-estar físico e mental dessa população.
Ademais, o preconceito etário — também chamado de etarismo — constitui um entrave silencioso à plena inserção social dos idosos. No mercado de trabalho, por exemplo, a experiência acumulada é frequentemente desvalorizada, resultando em exclusão profissional e dependência financeira. Paralelamente, no imaginário social, o envelhecimento ainda é associado à inutilidade e à incapacidade, reforçando estigmas que contribuem para o isolamento e para o adoecimento psicológico.
Outro ponto relevante refere-se à fragilidade das redes de apoio. Com a urbanização acelerada e a mudança nas configurações familiares, muitos idosos vivem sozinhos ou em instituições, sem o suporte afetivo necessário. A solidão, nesse contexto, torna-se um fator de risco para depressão e outras enfermidades. Logo, envelhecer no Brasil, para muitos, significa enfrentar não apenas limitações físicas, mas também o abandono social.
Portanto, para transformar essa realidade, faz-se necessária uma intervenção articulada. O Estado deve ampliar investimentos na saúde do idoso, com a criação de centros especializados e a formação de profissionais em geriatria. As escolas e os meios de comunicação, por sua vez, precisam promover campanhas educativas que combatam o etarismo e valorizem o envelhecimento ativo. Além disso, políticas de incentivo à permanência do idoso no mercado de trabalho e à criação de centros de convivência podem fortalecer vínculos sociais. Somente com ações integradas será possível garantir que o envelhecer, na sociedade brasileira, deixe de ser sinônimo de vulnerabilidade e passe a representar uma etapa de dignidade, participação e respeito.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros (C1): ~10 erros de norma (ex.: “conquistas civilizatórias” veja grafia, “instalações geriátricos” deveria ser gerontológicos; pontuação em períodos longos; repetição de vocabulário). Sugestão: revisar para evitar vírgulas excessivas: “A perspectiva do envelhecimento na sociedade brasileira evidencia desafios estruturais que vão além do biológico e alcançam dimensões sociais, econômicas e culturais.” Use conectores mais precisos. (C5) Proposta de intervenção está com boa base, mas detalhar mais: agente, ação, meio e finalidade explicitamente. Ex.: Agente: Ministério da Saúde; Ação: criar e equipar 10 centros geriátricos estaduais; Meio: orçamento específico; Finalidade: garantir cuidado continuado e dignidade ao idoso.
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