Em primeiro lugar, destaca-se a persistência de uma cultura patriarcal como fator determinante para a manutenção da violência contra a mulher no Brasil. Nesse sentido, desde a formação social do país, consolidaram-se padrões que naturalizam a inferiorização feminina, o que contribui para a banalização de agressões no cotidiano brasileiro. De acordo com a filósofa Simone de Beauvoir, a mulher foi historicamente construída como o “Outro”, em posição de submissão ao homem, o que reforça desigualdades estruturais. Assim, essa herança cultural perpetua comportamentos machistas e dificulta o rompimento com práticas violentas, como a naturalização da agressão no ambiente doméstico e a culpabilização da vítima, tornando o problema ainda mais enraizado na sociedade.
Ademais, a ineficiência das ações estatais contribui significativamente para a persistência da violência contra a mulher no Brasil. Nesse sentido, embora existam mecanismos legais, como a Lei Maria da Penha, sua aplicação ainda enfrenta entraves, como a falta de fiscalização adequada, a escassez de delegacias especializadas e o despreparo institucional no atendimento às vítimas. Como consequência, muitas mulheres permanecem em situação de vulnerabilidade, uma vez que não recebem o suporte necessário para romper o ciclo de violência, sendo, inclusive, frequentemente revitimizadas ao buscar ajuda. Assim, a negligência do poder público reforça a continuidade desse problema e compromete a efetividade das políticas de proteção feminina.
Portanto, torna-se imprescindível a adoção de medidas eficazes para combater a persistência da violência contra a mulher no Brasil. Nesse sentido, cabe ao Estado, por meio do Ministério das Mulheres, ampliar a fiscalização e garantir a efetiva aplicação da Lei Maria da Penha, mediante a oferta de programas de capacitação contínua para profissionais da segurança e da saúde, além do fortalecimento das redes de apoio às vítimas. Ademais, as instituições de ensino devem promover campanhas educativas, por meio de palestras e projetos pedagógicos, que visem desconstruir a cultura machista desde a base social. Assim, será possível reduzir os índices de violência e assegurar maior proteção e dignidade às mulheres brasileiras.
-
C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
-
C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
-
C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
-
C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
-
C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erro de grafia/acentuação (ex.: “revitimizadas” → “revictimizações” ou “revitimizadas”; ajuste de termos) e possível ajuste de expressão (“Ministério das Mulheres” não é termo institucional vigente; manter consistência com nomes oficiais). Pontos de melhoria: revisitar concordância e coesão em frases longas; inserir conectivos de forma ainda mais fluida. Proposta: reescrever trechos para maior clareza, ex.: “Isso se evidencia pela Lei Maria da Penha” e ampliar a intervenção com exemplos específicos de meio, agente, ação e finalidade.
Para receber uma correção mais robusta e completa, com comentários detalhados, ative o Selo de Apoiador clicando em Desbloquear (acima), ou conquiste o Selo de Prioritário interagindo com outros usuários.